DA REDAÇÃO: Soja – Com previsão de clima favorável, mercado realiza lucros em Chicago

Grãos: Demanda é persistente. No período de desenvolvimento das lavouras norte-americanas, preços oscilam. China está comprando a altos níveis, no entanto, é essencial ter atenção ao desenvolvimento das safras americana e argentina, cujas estimativas podem ser contestadas, alterando as expectativas do mercado.
Publicado em 17/07/2013 13:44 | Atualizado em 17/07/2013 16:35

O mercado de grãos opera em baixa no pregão regular desta quarta-feira (17). No caso da soja, apenas o contrato agosto/13 trabalha do lado positivo da tabela e, por volta das 15h06 (horário de Brasília) era cotado a US$ 14,77 por bushel, com 2,25 pontos de alta. Os demais vencimentos da commodity registravam ligeiras quedas entre 2,00 e 2,75 pontos. Os futuros do milho e do trigo também realizam lucros e, no mesmo horário, apresentavam perdas entre 9,00 e 2,75 pontos, respectivamente.

O analista de mercado da FCStone, Glauco Monte, o mercado observa os mapas climáticos para os Estados Unidos. E nesta manhã, as previsões climáticas indicavam tempo favorável para o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, fator que pressiona as cotações futuras na Bolsa de Chicago.

Paralelo a esse cenário, a demanda pela soja norte-americana permanece aquecida. Nesta quarta-feira (17), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 165 mil toneladas do grão para a China, com entrega prevista para a temporada 2013/14. O analista destaca que para que a nação asiática importe o volume estimado pelo departamento norte-americano as compras devem ser frequentes.

“Os atuais patamares de preços são interessantes e os compradores chineses avançam com as compras. Mesmo com indicação de que os preços podem ficar mais baixos no segundo semestre. Temos que lembrar que se o clima correr bem a tendência é que haja uma pressão nas cotações, já que a produção dos EUA de soja e milho não é pequena”, explica Monte.

Já em relação à revisão na projeção da safra de soja da Argentina, de 53 milhões de toneladas para 49 milhões de toneladas, será um dado a mais para ser trabalhado no mercado internacional, conforme sinaliza o analista.

Mercado interno – Devido à grande produção da safrinha de milho, o Governo tem realizado leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) para escoar a safra. Na visão do analista, diante dos baixos preços no mercado internacional, os leilões são importantes para o escoamento da produção.

“Para ter impacto grande no mercado os leilões teriam que bater os 15 milhões de toneladas. E ainda assim, teremos um excedente no mercado físico. Talvez o volume ofertado não reflita em altas expressivas, mas pode dar suporte, especialmente nos locais que estão sendo feitos essas operações”, diz Monte.

Ainda no cenário do mercado do milho, o analista sinaliza que mesmo que haja uma mudança na relação entre a oferta e a demanda, com uma quebra na safra norte-americana ou um aumento na demanda, os estoques do cereal são altos nos EUA. “Com a soja e o trigo trabalhando em patamares mais elevados, não seriam suficientes para impulsionar altas nas cotações do milho, porém ajuda a segurar os preços”, ressalta.

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