DA REDAÇÃO: Milho – No PR, qualidade inferior do cereal trava comercialização
Em Maringá (PR), quase metade da safrinha de milho já foi colhida, porém a qualidade do grão não é boa. As chuvas excessivas, especialmente entre os meses de maio e junho comprometeram a qualidade do cereal, que agora não apresenta padrão para exportação.
O presidente da Cocamar (Cooperativa Agroindustrial), Luiz Lourenço, destaca que grande parte da safra do estado será destinada ao mercado interno brasileiro. Além disso, as recentes geadas também afetaram o milho que foi cultivado mais tarde.
“Então, além dessa umidade excessiva temos perdas de qualidade também, em função das geadas. O milho das regiões Norte e Noroeste do estado não tem padrão para exportação. Essa situação tem travado a comercialização da safra, há procura, mas não existe qualidade”, ratifica Lourenço.
Soja – Os números do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), divulgados nesta segunda-feira (12), surpreenderam o mercado. Para o presidente da cooperativa, os preços devem continuar oscilando até a entrada da safra norte-americana no mercado internacional.
“Mas o câmbio tem nos ajudado, tem dado um efeito positivo. As cotações perderam os patamares mais elevados, mas ganharam na conversão do dólar. Os preços estão bons, mas os produtores esperavam mais, o produtor sempre espera mais”, afirma Lourenço.
O presidente ainda sinaliza que o PR ainda tem mais de 30% da safra para ser comercializada e os produtores estão relativamente capitalizados. Cenário que preocupa, já que o estado está colhendo uma grande safrinha de milho. “E o Brasil tem problemas de armazenagem. A produção cresceu, mas a infraestrutura não”, finaliza.
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