Milho na semana: Agosto foi de preços firmes e negociações lentas
No aguardo de preços mais baixos para o milho, os compradores fazem poucas aquisições, apenas para algumas necessidades imediatas. Isso trouxe um mês mais lento, com preços firmes e poucos negócios para os produtores do cereal.
Os vendedores também pedem mais pelo milho devido aos preços altos negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). No entanto, a safra-norte americana começa a entrar no mercado em setembro, o que poderá trazer efeitos negativos na Bolsa.
Em entrevista ao Mercado & Cia., do Canal Rural, o analista Paulo Molinari também atribuiu a retração dos compradores à volatilidade do câmbio. Isso também colaborou para melhores preços em alguns locais. "Os preços subiram, cerca de 2 a 3 reais dependendo da localidade, mas é puro reflexo de Chicago junto ao câmbio", disse.
Em agosto, o Brasil obteve uma renda de US$529,3 milhões com a exportações de milho, com uma média diária de US$31,1 milhões, um número 283,7% maior do que em julho, quando a média era de US$8,1 milhões por dia, mas um pouco menor do que o mesmo período do ano passado, que somava US$31,3 milhões em embarques por dia.
O porto de Paranaguá obteve uma média semanal de preços de R$25,45 a saca. Em Cascavel (PR), esta média foi de R$20,13. Na Mogiana (SP), R$21,38, enquanto em Campinas CIF (SP), R$24,59. Erechim (RS) ficou por volta dos R$25,65 a saca, Uberlândia (MG) a R$22,80 e Rio Verde (GO), R$17,70. Sorriso (MT) registrou o preço mais baixo, com uma média semanal de R$11,35 a saca.
Cerca de 2,274 milhões de toneladas de milho brasileiro foram exportados em agosto. A média diária foi de 133,8 mil toneladas. Em julho, a média diária havia sido de 31,9 mil toneladas, o que representou um crescimento de 319,6%.
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