Algodão: Produtores aguardam novas informações sobre o preço mínimo
Os produtores de algodão estão no aguardo de informações sobre o novo preço mínimo para o setor. Segundo Gilson Pinesso, Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a esperança é de que o valor chegue a R$61,50/@, o que seria suficiente para cobrir os custos de produção e incentivar a retomada do planio.
Na safra passada, o plantio de algodão recuou 36%. O Conselho Monetário Nacional (CMN) ainda não aprovou os valores definidos em reunião realizada no dia 22 de agosto, o que faz com que o novo preço mínimo seja uma incógnita. Mas tudo indica que ele deve alcançar o valor de R$50,80/@, contrariando as expectativas dos produtores.
O presidente avaliou que este preço mínimo não seria justo para o setor, que espera não depender do governo para sustentar os preços e pretende ter conforto e tranquilidade para investir no plantio de algodão.
Ainda há a preocupação dos produtores com os ataques da Helicoverpa armigera, que provocou prejuízos estimados em R$1,5 bilhão na Bahia e R$10,5 bilhões em nível nacional. Na próxima quarta-feira, segundo o deputado Oziel Oliveira (PDT/BA), membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), será realizada uma reunião para discutir a liberação emergencial da importação de agrotóxicos.
O preço mínimo do algodão não recebe reajuste há dez anos, sendo que, neste período, o custo de produção saltou de R$3.200/hectare para R$6.150/hectare.
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