DA REDAÇÃO: Boi Gordo - Preços da arroba podem subir em novembro com retomada da demanda interna por carnes

Boi: preços da arroba podem subir em novembro com retomada da demanda interna por carnes. Com possível atraso na entrada dos animais de pasto, oferta deve seguir restrita ao longo do mês.
Publicado em 25/10/2013 11:06 | Atualizado em 25/10/2013 13:57

Após um período de queda no mercado interno nas duas últimas semanas, o preço do boi gordo aparenta ter se estabilizado. Em São Paulo (SP), a cotação está entre R$ 107,00/@ e R$ 108,00/@ a vista, diferente de semanas anteriores em que a arroba do boi gordo estava entre R$ 110,00 e R$ 112,00 a vista. Porém, nessa última semana de outubro o preço não deve cair ainda mais, podendo recuar, no máximo, até R$ 106,00/@.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, essa pressão que ocorreu no mercado se deve ao aumento da oferta de confinados nas duas últimas semanas, principalmente na região Centro-Oeste. Com isso, os frigoríficos conseguiram recompor as escalas de abate de maneira satisfatória, situação que eles não conseguiam em semanas anteriores, quando as escalas estavam muito curtas e os frigoríficos trabalhavam abaixo da capacidade. No entanto, esse cenário agora já voltou ao normal e as escalas estão entre 4 e 5 dias úteis no mercado paulista.

Esse aumento de oferta fez com que os frigoríficos aumentassem os seus estoques em duas semanas que a demanda é mais fraca, assim a reposição entre atacado e varejo fluiu de maneira mais lenta e os preços da carne acabaram cedendo no mercado interno, com isso os frigoríficos mantiveram o estoque sem a necessidade de repor o boi de forma agressiva.

Por outro lado, no mês de novembro esse cenário tende a ser diferente. Iglesias afirma que o boi de pasto este ano deve chegar tarde ao mercado, considerando que as pastagens enfrentaram problemas climáticos no segundo semestre, o que fez com que o desenvolvimento do boi gordo fosse mais lento, por isso a tendência é que esse boi chegue ao mercado a partir da segunda quinzena de dezembro e no último bimestre do ano ocorre o maior ponto de consumo de carne, assim a demanda estará bastante aquecida e a tendência é que o mercado dependa da oferta de confinados, mas não há certeza que essa oferta será suficiente para atender toda a demanda de fim de ano.

Além disso, as exportações de carne bovina seguem apresentando um resultado excelente ao longo do ano, isso faz com que a disponibilidade interna de carne bovina seja menor e abre margem para uma nova alta dos preços a partir de novembro, podendo chegar a R$ 110,00/@ a vista no mercado paulista.

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