Prêmios da soja no mercado atingem US$ 2,60/bushel sobre novembro

Soja: Prêmios nos portos brasileiros continuam muito elevados com a pouca disponibilidade de produto no mercado interno, típica característica de entressafra. Porém, negócios estão paradas com valores incompatíveis no porto e no interior do Brasil.
Publicado em 25/10/2013 12:54 | Atualizado em 26/10/2013 05:55

A escalada dos prêmios da soja no mercado disponível caracteriza a entressafra no Brasil. No oeste do Paraná (PR) o preço está a R$ 73,90/saca, o que equivale a US$ 15,30/bushel (, ou seja, um prêmio de US$ 2,60 por bushel) sobre o contrato novembro negociado na Bolsa de Chicago.

O comprador interno está sendo obrigado a pagar o equivalente ao preço do porto para poder ficar com a soja no disponível e destiná-la para esmagamento. Com isso, as negociações no porto estão paradas porque o nível de preço é incompatível com o disponível no interior, então, nesse momento, o produtor destina essa soja para o comprador interno.

De acordo com Carlos Cogo, da Consultoria Agroeconômica, os prêmios positivos também são um sinal de que o mercado climático está se iniciando na América do Sul e os compradores já estão atentos para o desenrolar do clima. A argentina continua com problemas, a colheita norte-americana enfrenta problemas e o Brasil também tem problemas no plantio, com chuvas na região Sul e estiagem em alguns pontos do Centro-Oeste. Porém, todos os traders estão atentos ao desenvolvimento da soja no Brasil, uma vez que a oferta brasileira, argentina e paraguaia passa a ser fundamental para atender a demanda mundial de 2014.

Nos EUA, os produtores não estão vendendo e a safra foi pouco comercializada até o momento, já que eles preferem estocar o produto recém-colhido sabendo que há um mercado firme pela frente, o que também acontece com o milho. Isso gera um prêmio positivo dentro dos EUA para poder levar essa soja para o porto, uma vez que há uma grande demanda por exportação da soja norte-americana.

Embora o mercado em Chicago tenha sido negativo nesta sexta-feira (25), Cogo afirma que, com a ocorrência de neve nos EUA durante a colheita, o mercado deve ficar atento porque ainda falta uma boa parcela da safra para ser colhida e qualquer quebra a mais que ocorra em uma safra que já é curta deixaria o mercado ainda mais altista.

Até o momento, 75% das compras que seriam feitas nos EUA até agosto de 2014 já ocorreram e, para essas compras atingirem os 90%, não levará muito tempo, assim, posteriormente, tudo passa a depender da América do Sul.

Milho: A situação do grão melhorou, mesmo que não muito, mas esta semana já ocorreu nas regiões brasileiras uma alta média de 6,1%, com as propostas de preço subindo em torno de 1 real por saca no Centro-Oeste. Na região Sul os preços não cedem mais e ainda sobem em algumas praças consumidoras.

Segundo Cogo, as exportações também têm sido favoráveis, devendo atingir 4 milhões de toneladas este mês: “Isso dá um alívio, mas ainda não é suficiente, é preciso um forte movimento exportador até fevereiro para realmente melhorar os preços”.

Trigo: A colheita avança no Brasil, enquanto os preços cedem muito lentamente, sendo que principalmente os derivados estão com preços bastante elevados. Nesse momento, o grão está bem valorizado e dificilmente cairá a níveis de preço mínimo.

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2 comentários

  • Liones Severo Porto Alegre - RS

    Caro Vilson Ambrozi, esse apelo já faço há décadas. Tenho razões para acreditar que é proibido falar a verdade ou realidade do mercado para os produtores, ou você já assistiu em algum grande seminário ou congresso sobre agricultura algum palestrante ou palestra em favor dos produtores ???? – Certamente que não, porque isto nunca aconteceu !!! abraços

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  • Vilson Ambrozi Chapadinha - MA

    As organizações dos produtores deveriam montar estratégias e orientar os produtores sobre o atual cenário, de modo que os mesmos,, pudessem aproveitar os melhor os preços que sempre estarão acontecendo no final do período de comercialização.O mundo estará querendo toda nossa produção nos primeiros meses da safra,em agosto de 2014 ,quem segurar o grão vai BOMBAR.O lençol da safra não cobrirá o ano.Os comerciantes de chicago nem serão consultados,a pedra será onde existir o grão.

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