DA REDAÇÃO: Preços do milho se estabilizam com redução dos volumes de negócios por produtores brasileiros

Milho: mercado aguarda números oficiais da colheita nos EUA e com a confirmação de aumento na produtividade e nos estoques finais americanos, preços tendem a cair. No Brasil as cotações pararam de recuar com a redução no volume de negócios por parte dos vendedores.
Publicado em 30/10/2013 16:12 | Atualizado em 30/10/2013 18:43

As cotações do milho pararam de recuar no Brasil, diante da posição dos produtores que decidiram diminuir as vendas à espera de preços melhores. De acordo com  Paulo Molinari, analista da Safras e Mercado, algumas cidades norte-americanas precisaram paralisar suas colheitas esta semana por conta das chuvas no Meio-Oeste, o que também dá suporte aos preços.

"Hoje temos a saca a US$ 4,30... A colheita norte-americana vem mostrando produtividade acima do esperado e todos estão focados no relatório de Oferta e Demanda que será divulgado no dia 8 pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)", explica Molinari.

O analista lembra também que o clima na América do Sul e os prejuízos às lavouras causados pela lagarta helicoverpa também são fatores observados pelo mercado. Mas o excesso de oferta no mercado internacional deve continuar pressionando os preços. "Os estoques finais do milho podem superar os 2 milhões de bushels, o que é uma relação de produção / consumo acima dos 16%. Independente de qualquer outro fator, até de demanda, isso vai continuar a pressionar o mercado internacional.

Mercado brasileiro
No Brasil, o produtor de milho está sendo cauteloso na venda do restante da safrinha 2013, mas enquanto há excedente no Centro-Oeste, há falta de oferta em outras regiões. "Temos estados que apresentam alguma deficiência de abastecimento ou onde o produtor não está vendendo, como parte da região e Minas Gerais e nordeste do país. Já no Mato Grosso, temos perto de 7 a 8 milhões de toneladas a comercializar". 

Diante da disparidade de oferta entre os estados, Molinari defende que o governo deveria fazer os Prepos para atender demandas regionais. "Os Prepos de exportação tem ocorrido, mas não em volume suficiente para liberar os armazéns até a entrada da safra de soja em janeiro". 

O analista informa ainda que o Brasil precisa exportar perto de 25 milhões de toneladas, mas os meses de dezembro e janeiro serão complicadores para embarques. "Nós tivemos ótimos preços e oportunidade de vendas no início deste ano comercial... Agora estamos chegando ao final do ano e as oportunidades vão se eliminando na medida em que a safra americana recorde aparece no mercado e deixa pouco espaço para que a exportação seja um fator competitivo ao mercado interno".

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