Argentina: Chuvas de outubro reverteram seca na zona núcleo
As últimas chuvas de outubro na Argentina podem gerar análises confusas sobre os possíveis resultados da produção de grãos. Na verdade, o mês passado se desenvolveu como se fosse setembro, alternando melhoras parciais, por setores, condicionando fortemente a recuperação generalizada que era demandada principalmente para o plantio de milho e para a floração do trigo.
Os inconvenientes ficaram para trás, mas os prejuízos causados pelo atraso das chuvas de outubro vêm cobrando seu preço em quilos perdidos de trigo e hectares de milho que perderão espaço para a soja.
Durante a última jornada de outubro, a parte central do país recebeu um volume de água incomum. Era o volume de água demandado pela zona, mas sua ocorrência ainda não era visualizada como suficiente para sair da seca. No entanto, há agora sobreoferta de água na região central do país, quebrando de maneira abrupta o padrão deficitário que vinha sido instalado desde o fim do inverno.
As precipitações favoreceram as áreas agrícolas de formas alternadas. Áreas como o sul de Córdoba, o sul de Buenos Aires, os corredores do centro-oeste de Entre Rios, o NEA e parte do NOA já haviam alcançado valores normais de chuvas antes do último fenômeno ocorrido. A zona costeira do noroeste de Buenos Aires e algumas partes do interior da mesma região, no entanto, continuaram pouco abastecidas.
Com informações do Infocampo
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