DA REDAÇÃO: Altos preços do farelo de soja impactam no valor do frango disponibilizado aos consumidores
A exportação de frango gera, atualmente, 9 bilhões de dólares na balança comercial brasileira. Porém, se, ao invés de frango, fossem exportados grãos e farelo de soja, o país teria obtido 2,5 bilhões dólares, ou seja, é uma grande diferença, que, além de trazer mais renda para o Brasil, também gera empregos e impostos.
Nesse momento, o preço do farelo de soja já se descolou das cotações na Bolsa de Chicago e no Brasil está muito mais caro. Em Chicago, em termos de valores médios da cotação do dólar, a tonelada de farelo deveria estar na faixa de R$ 900,00, mas está a R$ 1.250,00 no mercado interno, o que impacta diretamente no preço do frango que é disponibilizado aos consumidores.
Segundo Ricardo Santin, Diretor de Mercado da UBABEF (União Brasileira de Avicultura), as indústrias procuram um farelo que é produzido no Brasil, mas é exportado em maiores quantidades do que deveria, deixando o preço interno muito caro. Assim, as empresas produzem menos porque não é possível fazer muito frango com um preço tão elevado, com isso falta carne de frango no mercado e o preço para o consumidor final sobe.
Para mudar esse cenário, o governo pode fazer duas ações, uma delas é mudar o incentivo da produção e outra é monitorá-lo. Santin afirma que o governo incentiva a produção de farelo de soja para que não seja exportado apenas o grão e isso agregue valor ao produto. No entanto, é preciso fazer um escalonamento, em que primeiro se atende a indústria nacional e posteriormente o exterior: “Sem isso hoje acontece uma pressão no volume de estoque de passagem, que está ficando baixo e gerando especulação dentro do Brasil”.
2 comentários
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R L Guerrero Maringá - PR
Senhor Ricardo Santin, o senhor não tem autoridade para dizer que “é exportado em maiores quantidades do que deveria”.
O senhor está brincando com fogo quando diz que “é preciso fazer um escalonamento, em que primeiro se atende a indústria nacional e posteriormente o exterior” e que o governo deve “monitorar” as exportações. É exatamente isso que o governo argentino está fazendo, e olha o desastre em que está resultando. Eu só planto soja justamente por que quem manda é o mercado, com mínima interferência governamental. Parece que o senhor atua segundo a lógica de que “monitoramento” sobre o produto dos outros é refresco, mas fique sabendo que o senhor está mirando em seu próprio pé. Se essa coisa pegar mesmo, vocês que produzem proteína de consumo popular é que vão sentir na pele o peso de sua brilhante ideia. E eu vou criar gado.Liones Severo Porto Alegre - RS
Existem ações mercadológicas e negocial de suprimento a preços competitivos. Os mercados oferecem preços baixos e preços altos no médio prazo. Ficar esperando para fazer suprimento de farelo (insumos) no tempo da conveniência ou, sempre no valor presente resultará em permanentes reclamações. As soluções apontadas nunca serão suficientes, porque não é um problema brasileiro, mas em quase todos os países consumidores e produtores, até mesmo nos Estados Unidos, Argentina e China, os prêmios do farelo de soja andaram negociando premio ao redor de us$ 100.00 p/tonelada curta, acima dos preços de Chicago que traduzindo em nosso mercado equivale a r$ 1.370,00 por tonelada métrica. Alguns assinantes do meu site, fizeram o dever de casa, cobriram o suprimento de farelo de soja até dezembro a preços competitivos