DA REDAÇÃO: Lideranças da cafeicultura se reúnem com Diretor-Executivo da OIC para tratar crise do setor

Café: Com excesso de oferta mundial, produtores não possuem outra alternativa a não ser lutar por melhoras políticas para diminuir as dificuldades do setor. Crise ocorre em todos os países e é persistente.
Publicado em 05/12/2013 12:43 | Atualizado em 05/12/2013 15:04

Nesta última quarta-feira (4), lideranças da cafeicultura se reuniram com o Diretor-Executivo da OIC (Organização Internacional do Café), Robério Silva, em Brasília, para tratar a atual crise do setor.

De acordo com o Coordenador do CNC (Conselho Nacional do Café), Maurício Miarelli, a crise do café é mundial e no Brasil varia de intensidade em cada região. Para solucionar essa questão, é preciso diminuir a produção em médio prazo e fazer políticas que beneficiem o cafeicultor brasileiro, sem apoiar outros países, atendendo, em especial, os produtores de montanha, que sentem mais drasticamente a crise em relação à cafeicultura mais mecanizada.

O Brasil junto ao Vietnã, maior produtor mundial de conillon, produziram muito, assim como os demais países produtores de café, com isso há um excesso de oferta nesse momento e, mesmo que o consumo esteja aumentando, ainda não é suficiente para solucionar a crise de preços em curto prazo, que deve se prolongar por mais 2 ou 3 anos.

Miarelli afirma que com os bons preços dos últimos anos, todos os países investiram em tecnologia e aumentaram a produção, o que causou uma distorção no mercado e todos esses pontos foram discutidos nessa reunião, que pretende buscar políticas para diminuir um pouco as dificuldades dos cafeicultores.

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