DA REDAÇÃO: Problemas no fornecimento de energia afetam custo de produção dos arrozeiros gaúchos

Arroz: Produtores do RS vivem momento preocupante com o fornecimento de energia elétrica, especialmente na zona sul do estado. Interrupções diárias de energia e oscilações atrapalham o andamento da lavoura e provocam queima de equipamentos. Produtor é obrigado a consumir energia em horário de pico, elevando custo de produção.
Publicado em 10/01/2014 12:28 | Atualizado em 10/01/2014 14:49

Os produtores de arroz do Rio Grande do Sul vivem um momento preocupante no que diz respeito ao fornecimento de energia elétrica para a produção irrigada de arroz. Assim como a zona urbana, a zona rural sofre com oscilações e interrupções constantes de energia, que provocam queimas de equipamentos e obrigam os produtores a consumir energia nos horários de ponta, quando a tarifa é 100% superior à normal.

Em entrevista para a segunda edição do Mercado & Cia., do Canal Rural, o presidente da Associação dos Arrozeiros de Alegrete (RS), Henrique Osório Dornelles, destacou que a zona sul do estado é a que mais sofre com o problema. A fronteira oeste uruguaiana e os municípios de Alegrete e São Borja também encontram dificuldades com o quadro, mas em menor escala.

O problema com a energia acaba por elevar o custo de produção. Além da energia mais cara, os produtores também se veem obrigados a aplicar mais de uma carga de herbicidas e ureias na lavoura, que só são efetivos com a irrigação adequada.

Junto à Farsul, Dornelles prepara um documento para ser enviado para a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Em reunião com a ANEEL nesta quinta (9), a Federarroz já pediu pelo abono das multas por utilizar horário de ponta. "A ANEEL possui responsabilidade total pela adoção ou não desse abono e precisa tomar uma decisão", destaca Dornelles.

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