DA REDAÇÃO: Cerca de 400 famílias retornam às terras de Suiá-Missu

Suiá-Missu: famílias de produtores retornam às suas terras, mesmo que retorno não seja amparado em lei. Terras na gleba estão improdutivas e sem utilidade e famílias não tem perspectivas de reassentamento por parte do Governo. Há perigo de conflito com os xavantes.
Publicado em 27/01/2014 12:16 | Atualizado em 27/01/2014 14:19

Pouco mais de um ano após expulsão, cerca de 400 famílias retornaram às terras de Suiá-Missu. Segundo Sebastião Prado, presidente da Associação de Produtores da Suiá-Missu, retorno não foi liderado pela associação. "Juridicamente, não é o correto. Trabalhamos em uma forma jurídica de acertar essa situação", disse, em entrevista para a segunda edição do Mercado & Cia., do Canal Rural.

No entanto, Prado defende que os produtores invadiram as terras por necessidade. "O estado de necessidade é previsto por lei", lembra. A área, de 168 mil hectares, está inutilizada e improdutiva desde a saída dos moradores, que ficaram sem assistência e passam por dificuldades.

Prado acredita que outras famílias ainda estão a caminho das terras, mas espera que o Governo chame a associação para que haja uma negociação. O presidente recebeu uma informação de que havia sido decretada uma ordem de prisão às famílias. "Por ser uma ação civil pública, o juiz não poderia decretar a prisão. Esperamos que o Ministério Público Federal chame a gente para conversar. Na vida, tudo é negociável".

Maranhão

Em São João do Caru (MA), situação está paralisada até Incra oferecer uma posição concreta, de acordo com Prado. Orientação foi para que os produtores aguardassem nas casas até serem realocados.

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