DA REDAÇÃO: Sem ter para onde ir, famílias são retiradas de suas terras em São José do Caru (MA)

Maranhão: Desde 1992 a Funai possui a obrigação de não permitir mais nenhum tipo de morador nas terras que agora serão entregues à aldeia Awa-Guajá. Moradores expulsos foram tratados como pessoas de má fé.
Publicado em 27/02/2014 13:04 | Atualizado em 27/02/2014 15:48

Desde segunda-feira (24), cerca de 1.200 famílias de pequenos produtores de São José do Caru (MA) começaram a ser expulsas de suas terras para dar lugar à ampliação da terra indígena Awá-Guajá.

Prevista em decisão judicial, a expulsão também deveria garantir o reassentamento das famílias. No entanto, os produtores estão saindo de suas casas e não possuem para onde ir, uma vez que o Incra não possui terras para cumprir o acordo.

Em entrevista para a segunda edição do Mercado & Cia., do Canal Rural, o deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA) conta que se reuniu na segunda feira junto ao juiz federal responsável pela decisão e ao deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA). Na reunião, os deputados foram instruídos pelo juiz a pressionar os governos estadual e federal a reconhecer que houve incompetência de realocar as famílias.

"A impressão é de que eles querem fazer isso rápido, no período do Carnaval, pra ninguém ver", acredita Rocha. O deputado conta que em 1992 já havia um decreto presidencial que obrigava a Funai a não permitir nenhum morador na área, desde que houvesse o reassentamento de quem estivesse lá dentro.

Durante a desintrusão, a moradora Maria Vilma da Silva tentou atear fogo ao próprio corpo em protesto. Maria Vilma foi impedida pela Polícia Federal e agora deve responder processo por impedir a desintrusão.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário