Soja tem semana de realização de lucros e fecha 6ª feira em queda
Na sessão desta sexta-feira (14), o mercado internacional da soja fechou em campo negativo, com perdas 5,75 a 14,75 pontos nos principais vencimentos. O contrato maio/14, referência para a safra brasileira e o mais negociado nesse momento, fechou o dia valendo US$ 13,88 por bushel, recuando 7,75 pontos.
A baixa dos preços refletiu mais um pregão de realização de lucros, finalizando uma semana negativa para as cotações da oleaginosa. Porém, desde o início do ano, os preços da soja já acumulam alta de 10% na CBOT.
O mercado sentiu a pressão negativa dos rumores, mesmo não confirmados, de movimento de washouts (troca de origem) por parte da China de compras feitas nos Estados Unidos, como explicou Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting.
Além disso, a divulgação de algumas consultorias sobre estimativas maiores de área de plantio de soja nos Estados Unidos na safra 2014/15 em relação aos números divulgados no Fórum Outlook, que aconteceu no último mês nos Estados Unidos, informações que contribuíram para a realização de lucros.
Ainda assim, os fundamentos não sofreram qualquer alteração e seguem como principal fator de sustentação para as cotações em Chicago. Os estoques finais norte-americanos estão historicamente baixos, abaixo das 4 milhões de toneladas, e a demanda pelo produto dos EUA se mantém muito forte.
As exportações, que signifcam o volume de soja comprometida, passam das 44 milhões de toneladas, frente à projeção do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de 41,64 milhões de toneladas. Além disso, os embarques acumulados na temporada 2013/14 já são maiores do que 38 milhões de toneladas e o ano comercial só se encerra em agosto deste ano.
Para Brandalizze, o mercado não tem muito espaço para continuar caindo, justificado pelo ajustado quadro de oferta e consumo, e agravado pela situação de uma menor oferta também na América do Sul. O Brasil, segundo números da Conab, deverá produzir cerca de 85 milhões de toneladas, número 5% menor do que as projeções iniciais, que chegavam a 90 milhões de toneladas.
"Na semana que vem, acredito que já veremos os preços voltando a operar acima dos US$ 14 por bushel em Chicago", disse o consultor.
No mercado físico, os preços também sentiram a queda das cotações em Chicago, e o valor da soja nos portos brasileiros fecha a semana menor entre R$ 1,00 e R$ 2,00 por saca em relação aos melhores momentos da semana anterior. Além disso, a semana também foi de poucos negócios, com os produtores observando as baixas e retendo um pouco mais suas vendas, esperando uma recuperação das cotações, ainda de acordo com Brandalizze.
De acordo com o levantamento semanal da Safras & Mercado, a saca de soja recuou de R$ 72,00 para R$ 70,00. Em Cascavel (PR), o preço caiu de R$ 68,00 para R$ 66,50; Em Rondonópolis (MT), a cotação baixou de R$ 60,00 para R$ 59,00; em Dourados, se manteve em R$ 62,50, enquanto em Rio Verde (GO) passou de R$ 64,00 para R$ 63,00.
Veja como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta sexta-feira:
>> SOJA
Milho: Com foco nos fundamentos, mercado reverte perdas e encerra com ligeiras altas em Chicago
Por Fernanda Custódio
Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago terminaram a sessão do lado positivo da tabela nesta sexta-feira (14). Ao longo das negociações, os principais vencimentos da commodity reverteram as perdas e fecharam o dia com ligeiras altas entre 1 e 2,50 pontos. O contrato maio/14 era negociado a US$ 4,86 por bushel.
Durante o pregão, o mercado encontrou suporte nos fundamentos que continuam positivos, conforme afirmam analistas. Frente às exportações de milho norte-americanas que permanecem aquecidas, há preocupação com o plantio no país e uma possível redução na área cultivada na temporada 2014/15.
Paralelo a esse cenário, os investidores estão cautelosos em relação à crise na Ucrânia, terceiro maior exportador do cereal no mundo. A perspectiva é que um possível conflito armado entre o país e a Rússia poderia comprometer os embarques do grão ucraniano. E, consequentemente, os compradores teriam que buscar o milho em outras origens, entre as quais os EUA.
Já no Brasil, a safra de verão foi severamente afetada pelas adversidades climáticas, como nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Na segunda safra, os produtores ainda têm dificuldades para avançar com o plantio da safrinha. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou nesta semana uma nova estimativa para a safra brasileira.
No total, a safra de milho deverá totalizar 75,183 milhões de toneladas, um recuo de 7,8% frente ao produzido no ano anterior, de 81,505 milhões de toneladas. A primeira safra deverá somar cerca de 31,423 milhões de toneladas, uma diminuição de 9,1% em relação ao produzido na temporada anterior, de 34,576 milhões de toneladas. A safrinha deverá totalizar 43,759 milhões de toneladas, uma retração de 6,8%.
Mercado interno - De acordo com informações da Safras & Mercado, o mercado brasileiro de milho apresentou preços pouco alterados durante essa semana. Em algumas regiões, a entrada de produto no mercado acabou pesando sobre os preços.
No Porto de Paranaguá, a saca de milho foi negociada entre R$ 29,50 e R$ 31,50 nesta quinta-feira. Em Cascavel (PR), o preço ficou em R$ 27,00, já em São Paulo, a cotação ficou em R$ 30,00.
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