Soja tem correção técnica e forte queda em Chicago nesta sexta-feira
O movimento de realização de lucros continua nesta sexta-feira (21) para o mercado de soja na Bolsa de Chicago. No pregão eletrônico, por volta das 7h40 (horário de Brasília), as perdas das posições mais negociadas variavam entre 13 e 22,50 pontos. O vencimento julho já perdia o patamar dos US$ 14, enquanto o maio/14 era cotado a US$ 14,14 por bushel.
Segundo analistas, depois de o primeiro vencimento ter rompaido a resistência dos US$ 14,50, os fundos optaram pela realização de lucros, acentuado, principalmente, por um movimento técnico por parte dos fundos de investimentos.
Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira (20):
Soja tem fundamentos firmes, mas fecha com realização de lucros
Os vencimentos mais negociados da soja, nesta quinta-feira (20) com leves baixas na Bolsa de Chicago, com exceção do primeiro contrato, maio/14, que fechou com alta de 2,50 pontos, valendo US$ 14,33 por bushel. O recuo dos preços, que variou entre 0,75 e 5,25 pontos, refletiu um movimento técnico de realização de lucros, apesar do quadro de fundamentos ainda bastante firme e positivo.
Nessa semana, o mercado da soja rompeu o patamar dos US$ 14,50 por bushel, tido como uma resistência pelos investidores, segundo explicou Mauricio Correa, analista de mercado do SIM Consult, motivado pelos fundamentos. E ao se aproximar desse número, em seguida, optou pela realização de lucros, caracterizando, no entanto, um movimento técnico. "Há uma forte resistência no patamar dos US$ 14,60, o mercado não conseguiu quebrar esse número e motivou a realização", disse.
Assim, o analista acredita que esses movimentos menos expressivos podem se estender um pouco mais, talvez até esta sexta-feira (21) quando se encerra a semana, e ir recuperando a força com o passar dos dias e o quadro fundamental ainda forte e dando suporte às cotações.
Entre os fundamentos, nada mudou e a situação de preocupante aperto entre os estoques norte-americanos extremamente ajustados e uma demanda ainda muito forte pelo produto dos Estados Unidos foi confirmada pelo relatório de exportações semanais trazido pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) hoje.
Na semana encerrada no dia 13 de março, os EUA exportaram 202,2 mil toneladas da safra 2013/14, ficando acima do volume registrado na semana anterior. As vendas de farelo também foram bastante expressivas, ficando em 242,9 mil toneladas, 52% maiores do que as registradas há uma semana. No acumulado do ano comercial as exportações de soja do país já chegam a 44,4 milhões de toneladas, contra a estimativa da entidade de 41,6 milhões.
Com isso, Correa acredita que, até o final do mês, o mercado deva fazer uma nova tentativa até o final de março para romper os US$ 14,65 e, conseguindo, buscar os US$ 15 por bushel.
O analista afirma ainda essa volatilidade é normal em um momento em que os negócios se mostram aquecidos, e faz parte de uma necessidade do mercado essa realização de lucros para trazer um alívio e, consequentemente, uma retomada do fôlego. "Eu acredito que o mercado criou um canal entre R$ 13,60 e US$ 15,20 no momento. O que temos que observar agora é a terceira tentativa de quebrar a resistência", explica.
Além disso, Mauricio Correa diz ainda que é importante que o produtor brasileiro fique atento ao patamar dos US$ 14,50 para realizar seus negócios, já que a tendência para os prêmios nos portos brasileiros é de que queda à medida em que em Chicago os preços avançam.
"É aconselhável aproveitar a próxima alta e fazer um pouco de vendas para finalidade de conseguir algumas médias, é importante aguardar ainda uma taxa de câmbio e os valores em Chicago ligeiramente mais altos para vender um pouco da produção", aconselha o analista do SIM Consult.
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