DA REDAÇÃO: Realização de lucros derruba preços da soja, mas fundamentos ainda são altistas

Chicago: Mercado sente o início de um movimento de realização de lucros. Por enquanto, movimento ainda não indica tendência de continuidade, mas há um bom movimento de venda. Correção vem depois das intensas altas dos últimos dias.
Publicado em 02/04/2014 14:00 | Atualizado em 02/04/2014 16:23

Após fortes altas consecutivas nos últimos dias, o mercado da soja começa a registrar um movimento de realização de lucros, de acordo com o analista da Jefferies, Vinicius Ito. “Pode ser um pouco cedo para saber se vai ter uma continuidade no movimento, mas por enquanto estamos tendo um bom momento de venda, pelo menos até agora”. 

Os rumores de “cancelamento” de vendas de soja do Brasil para a China e revenda desses cargos para os EUA, que começaram na semana passada, continuam influenciando o mercado, segundo Ito. “Também temos rumores de que fábricas de ração estariam importando soja do Brasil e farelo da Argentina”. 

O déficit de oferta de soja nos Estados Unidos também colaboram para sustentar os preços. “Precisa cancelar uma quantidade grande de vendas já acordadas, ou os Estados Unidos precisam importar uma quantidade grande de soja para sobrar aqueles 145 milhões de bushels”, explica o analista, citando o volume de soja necessário para que os EUA possam cumprir seus compromissos de venda. 

“Não houve uma mudança significativa nos fundamentos, isso que dizer que, possivelmente, a queda que estamos vendo hoje pode até ser estendida durante alguns dias, pode até ser que o mercado caia um pouquinho, mas é improvável que reverta a tendência de alta que começou no início deste ano”, afirma o analista.

Milho
Os estoques de milho estão em níveis mais confortáveis que a soja, o que faz com que os preços não fiquem tão sustentados. “É claro que o milho, quando beirou o nível de US$ 4,00, ficou muito barato e incentivou uma utilização tanto no mercado interno quanto para a exportação, e isso tem se evidenciado nos números que temos visto principalmente nas exportações semanais dos EUA”. Ito defende que, ao atingir os US$ 5,00, o grão pode estar encontrando seu patamar de equilíbrio. 

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