Soja ainda tem volatilidade, mas volta a subir em Chicago
Na Bolsa de Chicago, os futuros da soja ainda operam com volatilidade, porém, na tarde desta terça-feira (7) voltaram a subir expressivamente e, por volta das 14h (horário de Brasília), registravam ganhos de dois dígitos nos primeiros vencimentos. O contrato maio/14 era negociado a US$ 14,77 por bushel, enquanto o julho/14 valia US$ 14,59.
O mercado aguarda pelos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta quarta-feira (9), informações que devem definir uma melhor direção para os preços, apesar do foco nos fundamentos ainda bastante positivos que têm dado suporte aos preços.
Segundo explicou o analista de mercado Steve Cachia, da Cerealpar, os dados mais importantes são os referentes aos já muito apertados estoques norte-americanos. Além da safra da América do Sul e as exportações e importações dos Estados Unidos.
"Temos visto, nas últimas semanas, exportações ainda fortes de soja norte-americana e nenhuma notícia de cancelamentos de volumes grandes, ou seja, tudo indica que os estoques amanhã devem cair um pouco mais nos EUA", disse.
Abril será um mês de volatilidade para as cotações da oleaginosa, segundo os analistas. Apesar de positivos, os fundamentos já são conhecidos pelo mercado e, assim, os investidores precisam de mais informações para estimular movimentos mais expressivos para as cotações. Essa volatilidade, no entanto, deverá ser mais técnica, já que os fundos vêm carregando importantes e grandes posições de compra e, eventualmente, optam pela realização de lucros.
0 comentário
Soja 26/27 entra em outubro entre excesso de chuva no Sul e umidade ainda irregular em Mato Grosso
Mato Grosso semeia 10,23% da soja e mantém ritmo abaixo da safra 2025/26
Mercado da soja encerra semana sob pressão sazonal em Chicago e cautela com eleições e câmbio no Brasil
Plantio de soja de MT atinge 10,23% e mantém atraso inicial, diz Imea
Soja recua em Chicago nesta 6ª feira com farelo caindo mais de 1% e demanda chinesa ainda no radar
Soja sente tombo de Chicago nos portos, mas dólar e demanda chinesa amortecem pressão no Brasil