DA REDAÇÃO: Número de pessoas que não querem trabalhar cresce e falta mão de obra no campo

Número de pessoas que não querem trabalhar cresceu em 5,7% e atingiu 17,374 milhões, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE. Parte desses números podem ser atribuídos aos programas governamentais de renda. Com isso, o campo sofre com a falta de mão de obra qualificada, principalmente nos setores de cana-de-açúcar, café, aves e suínos.
Publicado em 23/05/2014 13:08 | Atualizado em 23/05/2014 17:26

Pesquisa divulgada pelo IBGE apresentou que o número de brasileiros inativos atingiu 17,374 milhões, apresentando um crescimento de 5,7% em relação a pesquisa anterior. Nessa categoria da pesquisa são inseridas pessoas que não estão procurando emprego ou que não querem trabalhar. O gestor de agronegócios do Sebrae (SP), José Guilherme Nogueira, explica que parte desse crescimento se deve aos programas de renda incentivados pelo governo, como o Bolsa Família. 

A falta de mão de obra no campo é um problema que tem atingido, principalmente, a produção de café, cana-de-açúcar e de proteína animal. Nogueira explica que outro fator que influencia para esse cenário é a falta de qualificação, além da maneira informal com que muitas propriedades rurais eram mantidas. 

A tendência é de que os serviços ligados a questões operacionais sejam substituídos por máquinas agrícolas, por trazer mais produtividade aos produtores. Mas para isso é necessário que haja uma mão de obra qualificada para opera-las. 

Outro fator que pode influenciar essa falta de mão de obra são os salários, que com um cenário de inflação alta os trabalhadores tendem a procurar empregos com melhor remuneração. Para José Guilherme, a solução é que haja  investimentos em capacitação e tecnologia no campo. 

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