DA REDAÇÃO: Com laranjas prontas para colheita, indústrias processadores de suco ainda não fecharam contratos

Laranja: Parte das lavouras já está em fase de colheita, mas até o momento não há compras por parte das indústrias, que só estão processando produções próprias. As previsões são de que os negócios comecem a acontecer nesta primeira semana de junho, mas produtores estão apreensivos.
Publicado em 02/06/2014 13:23 | Atualizado em 02/06/2014 17:11

Parte das lavouras do estado de São Paulo está atingindo a fase de colheitas, principalmente de variedades precoces, como a Hamlin que já está soltando do pé. A notícia poderia ser boa aos produtores, mas até o momento as indústrias processadoras de suco não fecharam nenhum contrato. Frauzo Ruiz Sanches, presidente do sindicato rural de Ibitinga e Tabatinga, explica que isso se deve a grande produção própria dessas indústrias, que há alguns anos atingia os 10 milhões de caixas, agora está em torno de 120 milhões. Ainda não há previsão de compras, mas a expectativa é de que se inicie nesta primeira de junho. 

Além de ser mais vantajoso começar a processar a produção própria, ainda traz preços mais baixos na hora de fechar contratos com os produtores e conseguem uma qualidade de sucos melhores, com as frutas mais maduras. Além disso, também não começaram a receber as frutas que já tiveram contratos fechados.

O setor enfrenta crise há pelo menos cinco anos, mesmo que em contrapartida o crescimento da indústria de sucos não pare de atingir recordes. Para Sanches, o problema está na distribuição ao longo da cadeia.

A redução da produção de laranja atinge todo o mundo. No estado da Flórida, nos Estados Unidos,está com a safra estimada em 100 milhões de caixas, bem diferente da produção de 285 milhões que já foi registrada. No estado de São Paulo, o maior produtor de laranjas do mundo que já atingiu 450 milhões de caixas, deve chegar a 300 milhões, segundo explica Sanches. 

O presidente também  falou sobre a renegociação de dívidas, necessária aos produtores. Com a medida provisória 635, os citricultores querem que o governo reconsidere o prazo de negociação e que traga taxas de juros mais justas.  

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