DA REDAÇÃO: Soja mantém fundamentos fortes com o ritmo acelerado de embarques

Grãos: Novo relatório de embarques divulgado pelo USDA demonstra fundamentos firmes para a soja, com estoques apertados e demanda elevada. Com o bom ritmo de exportações, provavelmente irão estourar as previsões de exportação. Para o milho, os preços seguem pressionados com as boas condições das lavouras.
Publicado em 09/06/2014 13:49 | Atualizado em 09/06/2014 18:13

Números do relatório de embarques, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA,) demonstram que os fundamentos permanecem muito fortes para a soja. Principalmente pela grande demanda e pelos estoques apertados, conforme explica o analista de mercado, Vlamir Brandalizze. 

Ainda existe um pouco mais de 1.100 milhão de toneladas para ser embarcado até agosto da safra velha, o que indica que o país irá estourar a estimativa para o ano. A boa notícia para os Estados Unidos é de que a China voltou a realizar compras de soja, o que demonstra que não espera que os preços irão reduzir no segundo semestre e que a demanda do país continua muito forte. 

Para o milho os embarques seguem positivos, mas não consegue manter os preços em patamares mais altos pelo bom ritmo de plantio e boas condições da lavoura americana. Brandalizze comenta que os valores do milho estão muito baixos para o setor de rações, indústria de etanol e para o DGG, subproduto do etanol de milho utilizado na alimentação de animais, o que deve aumentar a demanda. 

O reflexo imediato disso deve aparecer no segundo semestre, e que os preços irão atingir patamares mais altos. A partir de agosto os números devem ficar mais atrativos aos produtores, com a chegada do milho safrinha refletindo em Chicago. 

Para o segundo semestre, o feijão e o arroz devem ter alta nos preços, como reflexo do período de eleições.  

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