Troca de ativos com a Repsol em 2002 foi ruim para a Petrobras, diz ex-presidente
O ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli disse que a troca de ativos em 2002 entre a estatal e a Repsol YPF, no caso da refinaria de Bahía Blanca, na Argentina, foi um problema para a Petrobras. “O caso de Bahía Blanca e a troca de ativos com a Repsol é um exemplo típico de que o mercado muda, caso que aconteceu em Pasadena”, afirmou, em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades na estatal, referindo-se à compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006.
Ele lembrou que a estatal buscou entrar na Argentina no final da década de 1990, quando “se pensava que o país seria um grande centro de expansão de refino de petróleo”. O senador Humberto Costa (PT-PE), que fez a pergunta a Gabrielli, afirmou que a operação em Bahía Blanca, durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso na Presidência da República, gerou um prejuízo para a Petrobras de R$ 2 bilhões.
Mais cedo, o deputado Afonso Florence (PT-BA) cobrou a ampliação da CPMI para analisar a gestão da estatal antes de 2002. “Temos de entender como aconteceu o encontro de ativos da Repsol. Temos de investigar a [plataforma] P-36 [afundada em 2001], e o PSDB não aceita retroagir”.
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