DA REDAÇÃO: Com aumento nas cotações e queda nos preços das rações, frangos e suínos têm valorização de até 35%

Granjeiros: produtores chegam a registrar renda até 30% maior com queda nos preços da ração e aumento nas cotações de aves e suínos com possível expansão das exportações para Rússia. Mas agroindústria alerta para clima de euforia no setor e lembra que comportamento instável dos russos ainda é um problema para a consolidação dos novos patamares.
Publicado em 12/08/2014 19:16 | Atualizado em 14/08/2014 10:14

Desde as notícias relacionadas ao embargo russo aos Estados Unidos, União Europeia e outros países, os preços de suínos e frangos no Brasil tiveram reajustes de 30% a 35%. Apesar das boas notícias no aumento das exportações, o presidente da cooperativa central Aurora, Mário Lanznaster, conta que a preferência é o abastecimento do mercado interno. Além disso, deverão manter os embarques para Japão, um mercado fiel há mais de 20 anos.

Para Lanznaster, a situação com a Rússia não é sólida, visto que a qualquer momento o embargo poderá se retirado e estes países poderão voltar a realizar transações comerciais. No momento, o Brasil tem condições de abastecer a demanda, mesmo que ainda não seja possível entender qual será a dimensão destas compras.

Nos próximos dias, novos frigoríficos deverão ser habilitados para realizar exportações com destino à Rússia. Já aqui no Brasil, os preços sofrerão reajustes gradativamente e não deve ocorrer nenhuma queda nos valores já praticados nos próximos meses.

Outra grande ajuda para o setor, é a queda no valor dos insumos.  Com a pressão nos preços dos grãos, devido as expectativas de uma grande safra norte americana, o custo dos alimentos tem sido menor aos produtores. Segundo Lanznaster, o cenário deverá se manter assim até o final do ano. 

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