DA REDAÇÃO: Com estoques globais abastecidos, produtores de milho sofrem com cotações mais baixas

Milho: Com a alta produtividade nas duas últimas safras, no Brasil e Estados Unidos, os preços do grão ficaram pressionados pelo volume de oferta e dos ajustes dos estoques. Exportações devem melhorar nos próximos meses no ano, mas não devem ocorrer melhoras significativas dos preços.
Publicado em 13/08/2014 13:59 | Atualizado em 13/08/2014 16:24

Apesar de ligeira melhora nas exportações de milho nos próximos meses, situação de produtores ainda é crítica com os preços que estão sendo comercializados, principalmente em Mato Grosso. O analista da Céleres Consultoria, Anderson Galvão, conta que a solução mais viável para os produtores desta região são as intervenções governamentais, como AGF (Aquisição do Governo Federal) ou a realização de leilões de Pepro.

Após duas safras com grande produtividade, no Brasil e Estados Unidos, o mercado pode realizar um ajuste nos estoques globais, mantendo as cotações pressionadas. Segundo Galvão, historicamente há uma retomada das exportações a partir de julho, quando encerra o período de pressão no mercado da soja. O cenário deve durar pelos próximos quatro ou cinco meses, podendo atingir os 20 milhões de toneladas exportadas.

O dólar também tem sido um dos principais fatores que levaram os negócios ficarem parados aqui no Brasil, já que os preços não ficam competitivos.  Para o analista, o câmbio poderá sofrer alguma desvalorização e melhorar os preços, mas ainda falta liquidez.

O embargo russo aos Estados Unidos e Canadá também trouxe uma oportunidade para países como Brasil e Argentina. Porém, o analista alerta de que trata-se de uma situação momentânea, com grandes chances de ser modificadas. Situação diferente a da China, que traz uma oportunidade real para as exportações brasileiras, desde que haja melhoria na logística de escoamento de grãos.

A expectativa do analista é de que não haja nenhuma grande valorização nos preços pelos próximos meses.  

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