DA REDAÇÃO: Feijão – Operações de AGF têm sido insuficientes para dar suporte ao mercado

Feijão: Mercado está enfraquecido com preços abaixo do mínimo e cotações variando entre R$ 40 e R$ 75. Operações de AGF têm sido insuficientes para dar suporte ao mercado e cenário está fazendo com que o produtor não tenha entusiasmo para a próxima safra. Os produtores devem comercializar rápido o feijão recém-colhido e o que está escurecendo.
Publicado em 15/08/2014 13:31 | Atualizado em 15/08/2014 18:07

O mercado de feijão carioca está enfraquecido com preços abaixo do mínimo e cotações variando entre R$ 40 e R$ 75 por saca de 60kg, As operações de Aquisição do Governo Federal (AGF) têm sido insuficientes para o setor. Portanto, o produtor que tem seu feijão recém colhido deve fazer a venda rápida. O assunto foi discutido durante o programa Mercado & Cia, apresentado por João Batista Olivi.

Segundo o analista da Correpar, Marcelo Luders, o cenário está crítico e alguns produtores não conseguem cobrir os custos de produção. “Os produtores estão com custos para essa terceira safra que vão de R$ 90 a R$ 100 e não estão conseguindo cobrir nem o custo. No Paraná, interior de São Paulo, interior de Minas e Goiás existe feijão que deveria ter sido comercializado ou comprado pelo governo, mas não foi”, diz.

A dica para o produtor, segundo Luders é comercializar rápido o feijão recém-colhido para que não escureça. Mesmo que o feijão tenha reação em outubro, não significa que terá premiação para o produto guardado desde agora.

O analista pondera que com a crise do mercado o produtor pode perder estímulo para a próxima safra, deixando de plantar feijão carioca, o que poderia parecer uma nova oportunidade acabaria não se concretizando. “Se todos pensarem igual pode ser uma armadilha. Por isso, o produtor deve estar informado e acompanhar diariamente o mercado de feijão”, afirma Luders.

Segundo Luders, os produtores que não apostaram só no feijão carioca e diversificaram a produção conseguiram melhores resultados. “Alguns produtores estão colhendo feijão jalo e vendendo acima de R$ 150 e R$ 180, colhendo rajado e vendendo acima de R$ 100. Se o mercado tem uma situação que o consumidor não quer um feijão mais escuro, começa-se a buscar novas alternativas”, afirma.

Quanto as importações de feijão preto da China, o analista acredita que o Brasil deve apostar mais na produção interna e importações de países da América do Sul, se houver importação do país asiático será em pequenas quantidades.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário