DA REDAÇÃO: Com prêmios positivos para a soja, mercado segue descolado de Chicago
O ritmo de comercialização antecipada para a soja tem seguido lento em todo o Brasil. Segundo o consultor de mercado da SIMConsult, Liones Severo, com a chegada da safra norte-americana e com os prêmios positivos, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, o mercado real tem seguido descolado da bolsa de Chicago. Para ele isto é uma preocupação, pois com esta separação o mercado acaba perdendo a referência de preços.
Nos Estados Unidos, os produtores chegam a receber U$ 4 por bushel acima dos valores de Chicago, enquanto no Brasil existem locais com preços de U$ 3 acima do valor da bolsa. Para Liones, o cenário é perigoso por não dar certezas em relação a mudanças no curto prazo. “A indústria está fazendo grandes lucros com esse descolamento. É um padrão que está acontecendo há três anos e essa situação não é nada boa para a agricultura brasileira. Temos que descobrir meios, para o caso de Chicago não continuar representando o mercado, eu acho que vai continuar, porque toda a safra mundial é comercializada pela a bolsa”, explica o consultor.
Já em relação as vendas de soja futura, Liones afirma que não há necessidade de os produtores realizarem negócios para sair no prejuízo, já que se trata de um mercado importante e com demanda crescente, com cerca de 2/3 da soja é destinada ao mercado internacional.
O consultor também coloca que a importância da negociação da safra até a metade do ano, em junho, já que a partir deste período as atenções se voltam para a safra norte-americana. “Não adianta ter soja na origem pra chegar no mercado de consumo em três ou quatro meses. Isso não importa para o mercado de consumo por ser um produto que para eles não tem utilidade e isso não tem preço. A não ser pela regionalização e pela expectativa de que a indústria venha a adquirir a soja velha dentro de preços razoáveis”, explica Severo.
Segundo Liones, a expectativa não é positiva caso Chicago não volte a representar o mercado e permaneça com a essa situação extra bolsa. Por outro lado, com a demanda expressiva, o produtor deverá ter renda para a próxima safra.
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Liones Severo Porto Alegre - RS
Nos últimos anos, as safras de soja dos Estados Unidos e do Brasil, os maiores produtores/exportadores mundiais, tem sido suficiente para equilibrar a oferta & demanda apenas durante os primeiros 6 meses e, os restantes 6 meses de cada safra, apresenta escassez de suprimento nos respectivos mercados desses países. Significa que existe um déficit da oferta em relação a demanda de 6 meses de cada ano safra. Está é a principal razão do descolamento dos preços da CBOT durante o período de 6 meses de entressafra de cada ano safra. Será que a safra mundial de soja 2014/15 poderá ser suficiente para cobrir o déficit e ainda reconstruir estoques ? (síntese do artigo postado no www.simconsult.com.br)