Para atender à nova demanda por alimentos nos próximos 10 anos e se manter competitivo, Brasil terá que aprimorar logística e administrar custos
O debate sobre tecnologia no campo e segurança alimentar - realizado no último dia 17 e 18 de junho, na 66ª edição do Fórum Permanente do Agronegócio, com tema "De Onde Virão os Alimentos: O Desafio do Futuro" trouxe um panorama sobre a produção e consumo de alimentos para os próximos 10 anos, os desafios logísticos, além de discussões a cerca do uso dos agroquímicos, entre outros assuntos que estão disponíveis para consulta na página do evento no Notícias Agrícolas.
Segundo o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, é fundamental que os produtores tenham conhecimento sobre a importância da evolução na produção dos alimentos, tanto no que diz respeito à aplicação de tecnologias, quanto no uso de defensivos agrícolas. "Existem vários argumentos contrários à agricultura, e muitas vezes os produtores e suas famílias não tem conhecimento necessário para dar o contraponto e é isso que queremos mostrar", explica.
Além disso, de acordo com o estudo realizado pela Farsul, para atender a demanda de grãos (arroz, milho, soja e trigo) projetada para os próximos 10 anos, o mundo terá de produzir mais 441 milhões de toneladas, das quais o Brasil será responsável por 16% desse aumento de oferta, correspondente a 68,5 milhões de toneladas.
Somente a Ásia demandará de arroz, soja, milho e trigo 255 milhões de toneladas na próxima década Diante disso, "deveremos ter uma preocupação com a competitividade, e será necessária uma verdadeira revolução logística no país, porque não estamos prontos", considera Da Luz.
Para ele, será necessário repensar também os custos de produção, que no caso da soja, por exemplo, estão 45% acima da média se comparado aos concorrentes internacionais.
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