Café: Cotações do arábica em NY operam próximas da estabilidade nesta tarde de 6ª feira
As cotações do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam próximas da estabilidade nesta tarde de sexta-feira (11). Pela manhã, o mercado até chegou a operar em alta com recompras de fundos após a forte queda registrada na sessão anterior, mas depois acabou devolvendo praticamente todos os ganhos.
No pregão de ontem, os contratos mais próximos perderam o patamar de US$ 1,20 por libra-peso. As fortes chuvas no Brasil que podem beneficiar a produção de café para a próxima temporada e o avanço do dólar ante o real foram os principais fatores de pressão.
Por volta das 12h40, o vencimento dezembro/15 anotava 116,45 cents/lb com alta de 5 pontos, o março/16 tinha 119,85 cents/lb com desvalorização de 5 pontos. O contrato maio/16 registrava 122,40 cents/lb e avanço de 20 pontos, já o julho/16 operava com 124,40 cents/lb e 10 pontos de valorização.
Durante a semana, os futuros registraram perdas, principalmente, devido à continuidade da força do dólar ante o real. O que acaba aumentando a competitividade das exportações brasileiras.
Por volta das 12h10, a moeda norte-americana subia 0,99%, cotada a R$ 3,8887 na venda. O rebaixamento do Brasil para o grau especulativo pela Standard & Poor's na quarta-feira ainda repercute entre os investidores.
No aspecto fundamental, as chuvas recentes e a previsão de permanência de tempo fechado nos próximos dias, o que poderia beneficiar a florada da próxima safra, também acaba pesando sobre o mercado.
Mapas climáticos da Somar Meteorologia apontam que até sábado chuvas fortes devem atingir a faixa que vai do norte do Paraná ao sul de Minas Gerais.
Em uma previsão mais estendida, a Climatempo acredita que ao longo dos próximos sete dias algumas áreas do Sul de Minas Gerais devem receber até 150 mm de chuva.
No mercado físico nacional, não foi registrado grande avanço nos negócios. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a volatilidade dos preços e o fôlego de caixa dado aos produtores pelas vendas de agosto têm desestimulado a oferta de novos lotes de café.
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