Mercado do boi continua com demanda fraca por carne e oferta ainda curta de animais. Frigoríficos menores já trabalham no limite
Diante do lento escoamento de carne as indústrias seguem testando o mercado, ao mesmo tempo em que a baixa disponibilidade de oferta permite que os pecuaristas se mantenham fora das vendas, deixando o mercado travado.
As programações de abate atendem em média de três a quatro dias, sem a necessidade de alongamento, já que no atacado as vendas são fracas. E, mesmo diante desta demanda os preços em São Paulo se mantém entre R$ 155,00 a R$ 156,00/@ a vista.
Para o consultor, Alex Santos Lopes, da Scot Consultoria, o mercado "brigado" deve prosseguir no curto prazo, sem a perspectiva de melhor em nenhum dos componentes.
A margem das indústrias que fazem a desossa está em 11,8%, enquanto que os frigoríficos que trabalham com carcaça estão com resultado de 0,3%, segundo levantamento da Scot. Historicamente esses percentuais são de 21% e 15%, respectivamente.
Dessa forma, Lopes diz acreditar que os ajustes de produção com redução nos abates, enxugamento de estoques e diminuição no volume de compra continuará sendo um limitador para as valorizações da arroba.
"Por isso que orientamos os pecuaristas a sempre que houver a possibilidade realizar negócio, sem esquecer a ferramenta do mercado futuro", alerta Lopes.
As indefinições quanto à política cambial e os rumos do dólar nos próximos meses também traz apreensão. Os embarques de carne bovina 'in natura' em julho começaram a demonstrar sinais de enfraquecimento.
Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, apontam que os embarques de carne bovina 'in natura' até a terceira semana de julho somaram 45,2 mil toneladas, o que corresponde a uma média diária de 4,1 mil toneladas.
"Já estamos com resultados inferiores a julho do ano passado e, poderemos ter pela primeira vez em 2016 um mês com exportações melhores que em 2015", pondera o consultor.
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