Após geada, produtores avaliam as condições das lavouras de trigo em Santo Ângelo (RS)
A região de Santo Ângelo (RS) foi atingida por geadas nas duas últimas madrugadas, no entanto, elas não devem trazer prejuízo para a produção de trigo, que ainda não se encontra no estágio prejudicial.
A constatação é do presidente do Sindicato Rural de Santo Ângelo, Claudio Duarte. Segundo o presidente, as geadas não foram fortes e os produtores escaparam de prejuízos. A preocupação, no entanto, é para o mês de setembro, quando estão previstas geadas maiores e as plantas estarão em condição mais desfavorável.
O presidente explica que o ciclo mais forte do plantio foi realizado dentro do mês de junho, logo, as plantas ainda não estão na fase de espigamento, que é mais sensível às geadas.
Ainda é preciso, portanto, esperar entre quatro e cinco dias para constatar qual foi o efeito da geada. Poucos trigos estão nas fases de cachos, de acordo com o presidente. Para quem produz também aveia, há risco de maior prejuízo.
Na região, os quatro municípios possuem uma área de 70 a 80 mil hectares de trigo, 23% de redução de área em relação ao ano anterior. Os custos fizeram com que a área de trigo fosse diminuída, tanto na falta de financiamentos quanto na preparação para o fenômeno La Niña. A projeção é de que haja uma colheita de cerca de 50 a 60 sacas por hectare, pela qual, de acordo com os primeiros levantamentos realizados, o produtor deve receber cerca de R$40 por saca.
A safra de verão, com o plantio de milho, por sua vez, contou com um aumento de área de 12%. O preço da última safra motivou que mais produtores realizassem o plantio novamente e investissem mais na implementação da lavoura.
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