Percevejo marrom pode ocasionar perdas de até 40% nas lavouras de soja
Em Mato Grosso do Sul, os produtores seguem preocupados com o aparecimento dos percevejos nas lavouras de soja e milho. No caso da oleaginosa, a apreensão é decorrente do percevejo marrom que pode ocasionar perdas de até 40% na produção.
De acordo com o pesquisador da Fundação MS, Fernando Grigolli, a praga pode gerar o abortamento das vagens, redução no peso dos grãos, queda de produtividade e qualidade da soja. “Assim que as vagens começam a aparecer acendemos uma luz amarela para o percevejo, que passa a ser uma praga severa e com grande dano à produção”, destaca.
Na visão do pesquisador, o aumento da população de percevejos é decorrente do pequeno número de inseticidas disponíveis no mercado. “A questão da seca registrada especialmente no ano passado também contribuiu para o cenário, já que a condição de baixa umidade relativa do ar há uma perda na qualidade da aplicação. E também temos a questão do investimento na soja Intacta, que ao reduzir a incidência das lagartas aumenta o espaço para crescimento dos percevejos”, diz.
Já no milho, os produtores devem estar atentos ao percevejo barriga verde desde o início da semeadura. “A praga está presente desde o plantio até as plantas atingirem 35 cm de altura, o equivalente a 30 dias de emergência. O percevejo prejudica o estabelecimento inicial da planta. Com isso, o replantio em algumas áreas é uma prática comum”, afirma o pesquisador.
Grigolli ainda reforça que, no cereal, as perdas podem chegar a 100%, caso o controle não seja feito no tempo adequado. “Alguns até conseguem colher, mas o grão colhido não paga nem os custos com a colheita”, completa.
Controle da praga
A orientação é que os produtores realizem o monitoramento das lavouras afetadas pela praga. “Fazer o levantamento populacional é chave e conseguir fazer o manejo adequado de pragas, com aplicações de inseticidas. Temos pesquisas sobre o controle biológico, mas ainda é inicial e não temos o resultado de campo”, finaliza Grigolli.
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