Milho fecha a terça-feira em Chicago precificado por Trump e as boas condições da América do Sul
Os futuros do milho até que abriram os negócios nesta terça (24) na Bolsa de Chicago (CBOT) no azul, mas foram perdendo fôlego até que viraram para o negativo, ainda dentro da faixa da estabilidade, por volta das 13 horas. Daí até fechamento dos negócios a queda se acentuou, com o cereal liderando o recuo entre as demais commodities. O março ficou em US$ 3,63 o bushel, perdendo 6,25 pontos, o maio a US$ 3,70, em -6 pontos, enquanto o mais longo, julho, perdeu menos, 5,50 pontos, a US$ 3,77.
O impulso inicial do dia, com as notícias do USDA sobre vendas de 125 mil toneladas extras, deu lugar às preocupações com a saída dos Estados Unidos do Tratado Trans-Pacífico (TPP), decretada pelo presidente Donald Trump, especialmente depois que a Federação Americana de Agricultura (AFBF, da sigla em inglês) reportou que o país deixará de ganhar US$ 4 bilhões, em alguns anos, sem a implementação do TPP.
Somado a isso, de acordo com analistas ouvidos pela Reuters International, há ainda no horizonte o Nafta, o acordo de livre comércio entre EUA, Canadá e México, que o presidente Donald Trump já ameaçou rever. Lembrando que o México é o segundo maior importador do milho americano, podendo, portanto, retaliar os americanos caso não se chegue a um acordo.
Na América do Sul, com a melhora do cenário de chuvas abundantes na Argentina, mais as condições normais da colheita da primeira safra e o avanço do plantio do safrinha no Brasil, que deverá se conduzir dentro da janela ideal, influenciaram na pressão o grão, apesar de relatório da Informa Economics que veio cortando um pouco a previsão de plantio em 2017, também como relatou a Reuters.
BM&F e câmbio
De carona com as variáveis mais nacionais de produção, os futuros do milho da BM&F Bovespa também emagreceram, com março a R$ 35,28, -0,45%, e maio, a R$ 33,80, com variação negativa de 0,59%.
E o dólar, com elevação marginal de 0,24%, indo a US$ 3,17, em dia de pouca variação.
Mercado Físico
No mercado físico os negócios ficaram mais devagar, com a coluna variação praticamente toda zerada. Apenas Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis (MT), com expansão de mais de 2%, tiveram destaque. Londrina (PR) foi a única praça com milho negativo a 1,89% de variação.
0 comentário
Milho devolve ganhos da véspera e fecha em queda em Chicago; B3 termina quarta-feira no positivo
Milho recua em Chicago nesta quarta-feira, enquanto dólar dá suporte à B3
Milho recua em Chicago nesta quarta-feira com tempo seco que deve favorecer avanço da colheita nos EUA
Milho sobe mais de 2% em Chicago com colheita atrasada nos EUA, enquanto dólar pressiona B3
Brasil exporta 5 milhões de toneladas de milho a menos entre julho e setembro e aumenta desafio para atingir 38 mi no ciclo
Milho amplia alta em Chicago, mas B3 segue no vermelho com dólar abaixo de R$ 5 nesta terça-feira