Bienalidade deve reduzir em 50% volume de café recebido pela Cocapec, mas produtores possuem reservas para aguardar próximo ano
Diretamente da 16ª FEMAGRI (Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas), em Guaxupé (MG), o vice-presidente da Cocapec, Carlos Sato, destaca a importância da participação dos produtores de café em feiras como essa, para estar cada vez mais próximo das informações que afetam diretamente em seu negócio.
Bem informados e tecnificados também são os produtores da Cocapec, como aponta Sato. Composta, em grande maioria, por pequenos produtores da região da Alta Mogiana, a cooperativa conseguiu saltar de 20 sacas por hectare em 2002 para uma média atual de 30 sacas por hectare. Hoje, são 2500 cooperados. Da região, que compreende os estados de São Paulo e de Minas Gerais, a Cocapec recebe 65% da produção.
Em 2016, com uma safra recorde, foram recebidas 1 milhão e 600 sacas. Em função do uso de tecnologias e técnicas de manejo como a poda lateral e as questões climáticas, a bienalidade deve afetar substancialmente o número recebido neste ano, com uma estimativa de ser 50% inferior.
Sato aponta, no entanto, que esta não é uma questão de preocupação. "Os produtores são bastante profissionais e têm se programado para fazer uma reserva para conduzir e esperar a safra boa no outro ano", diz. Do volume recebido em 2016, apenas 450 mil sacas continuam em estoque.
Os níveis de preço, para o vice-presidente, se comparados com as médias de 2013, são bons e remuneradores. Porém, ele acredita que o aumento das cotações deveria ocorrer a níveis internacionais, já que alguns fatores fundamentais como o crescimento do consumo mundial e os baixos estoques remanescentes rondam o mercado.
Ele aconselha os produtores a realizarem seus negócios sempre com profissionalismo, atentando-se à gestão interna da propriedade. "Com certeza, os resultados virão. E a cooperativa é um meio para facilitar a administração desse negócio", conclui.
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