Mercado da soja de olho nos US$ 9,57/bushel para o vencimento julho em Chicago. Se perder esse nível, canal de alta perde força
Na última sexta-feira (5), o analista de mercado Miguel Biegai, da OTCEx Group, alertou que o mercado poderia entrar em um canal de alta em função do cruzamento das médias móveis.
A média móvel estava encerrando tendência de baixa e iniciando uma nova que poderia ser lateral ou de alta. Teoricamente, o mercado tenta uma tendência de alta, mas pode ser que essa tendência não tenha força por conta da grande oferta mundial.
Na quinta e na sexta-feira houve um grande volume de oferta, com muitos negócios. Isso, para o mercado, pode indicar uma tendência, limitando novas altas em Chicago.
O analista aponta que deve-se aguardar para ver se o canal de alta não será rompido. Para isso, o contrato julho/17 não pode fechar, hoje, abaixo de US$9,57/bushel. Para amanhã, este valor é de R$9,58/bushel, para quarta-feira (10), R$9,59/bushel e assim em diante.
O dólar, por sua vez, está subindo. Como a soja norte-americana entra em constante competição com a soja brasileira, esse também é um fator que mexe nos preços. Com mapas climáticos melhorando e uma oferta em alta, há três fatores para compor o cenário negativo que está se concretizando agora. Entretanto, esse canal de alta ainda não está cancelado. Tudo depende ainda do fechamento de julho.
Biegai lembra também que o mercado já precificou o aumento das exportações e um estoque reduzido para a soja norte-americana, mas pode ser que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) seja conservador em seu novo relatório.
No mercado físico, os produtores estão esperando os preços melhorarem para vender. Na semana passada, houve um bom volume de negócios. Isso, de certa forma, também limita a alta em Chicago.
Para Biegai, é viável se proteger com opções. A melhor forma de não ter preocupação é vender a soja física, pegar o dinheiro e investir nesse mercado, comprando uma call de soja na bolsa, de forma que, se o preço subir, o produtor pode participar da alta como se ainda tivesse a soja na mão. Ele destaca que, hoje, há muitas alternativas, inclusive, corretores que operam em Chicago e falam em português, que podem auxiliar os produtores nesse processo.
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