Menor custo de produção de soja na safra nova, em função da queda do dólar, garante margem positiva, mesmo com cotações em queda

Soja deve manter tendência de alta nos próximos dias.Queda nos preços viria apenas com a consolidação de uma safra cheia nos EUA
Publicado em 08/05/2017 17:14
Confira a entrevista com Marcos Araújo - Analista da Lansing Trade Group

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Marcos Araújo - Analista da Lansing Trade Group

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Nesta segunda-feira, o mercado da soja entrou em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), com a soja tentando se segurar nos patamares de US$9,60/bushel.

De acordo com o analista de mercado Marcos Araújo, da Lansing Trade Group, o dia de hoje foi marcado por uma movimentação negativa que reflete o clima favorável em relação à expectativa de que um aumento na soja americana pode se consolidar.

Araújo lembra ainda que, historicamente, a segunda quinzena de junho e a primeira quinzena de julho são momentos de atenção para os produtores, uma vez que eventuais rallys podem acontecer em função do clima.

Tanto para o produtor norte-americano quanto para o produtor sul-americano, esses são bons momentos para a fixação de preços. "O produtor tem que ficar antenado, pensar com a cabeça e ver se esses preços são remuneradores", destaca o analista.

Ele lembra que, em decorrência de algumas conversas, já é possível estimar que o custo de produção da soja deve ser 10% menor nesta safra do que no ano passado. Por este motivo, os preços atuais podem ser remuneradores para o produtor brasileiro também.

Com isso, os produtores devem ainda analisar o custo logístico e ficar atentos à produtividade americana: se for confirmado um plantio recorde, é provável que os Estados Unidos tenha uma produção de 125 milhões de toneladas.

Na tendência do mercado, Araújo acredita que Chicago deve se comportar em alta nos próximos dias, com a baixa vindo apenas na consolidação dessa nova safra norte-americana.

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