Atual cenário de crise não interfere nos investimentos de médio e longo prazos da Basf no Brasil

Executivo da Basf diz que ajustes pontuais serão feitos diante de novo cenário de crise, porém, nada muda em relação aos investimentos em tecnologia da empresa.
Publicado em 02/06/2017 09:24
Eduardo Leduc - Vice Presidente Sênior BASF

O vice-presidente sênior da BASF, Eduardo Leduc, diz que a empresa, em meio à crise política pela qual o Brasil está passando, muda muito em termos de conscientização, necessidades de inovação, mas lembra que, em nenhum momento, se discute que essa crise está ligada ao agronegócio.

Assim, o setor passa pela crise de forma paralela. Uma crise no setor do agro é ditada por fatores como o clima e a rentabilidade.

Para ele, portanto, o momento é de cautela. O agricultor brasileiro, por sua pouca dependência, busca na tecnologia e na inovação a forma de superar a crise até agora. Dentro da porteira, o campo continua seguindo em frente.

Esses momentos de crise, assim, não interferem nos investimentos de longo prazo da BASF. Embora a empresa tenha tido que "apertar os cintos", o caminho é continuar pensando nas tendências globais e não somente no momento atual que o país vive.

Mais de 500 milhões de euros são investidos no mundo pela BASF em lançamentos de inovação para o setor do agronegócio. A agricultura tropical, como a presente no Brasil, demanda mais inovação do que muitas empresas no mundo.

Para ele, "é claro que o agricultor está apreensível" em meio às taxas de juros e a rentabilidade. Contudo, a imagem do alimento brasileiro é fundamental para manter a característica sólida do campo.

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