É, parece que as urnas eletrônicas não são invioláveis e suspeitar de manipulação não é paranoia
O número de eleitores que participaram da eleição da Assembleia Nacional Constituinte (ANC) do último domingo na Venezuela foi manipulado. A acusação veio à tona nesta terça-feira pela Smartmatic, empresa que trabalha em pleitos venezuelanos desde 2004. Conduziu, inclusive, as duas últimas eleições presidenciais: 2006 e 2012, que reelegeram Hugo Chávez.
A informação foi dada pelo presidente da companhia, de Londres, e repercutida por agências internacionais. De acordo com ele, os números oficiais foram inflados em um milhão. O órgão oficial eleitoral da Venezuela divulgou no início da semana que o comparecimento às urnas foi de 8.089.320 de pessoas.
“Sabemos, sem dúvidas, que o comparecimento da última eleição para a Assembleia Nacional Constituinte foi manipulado”, declarou Antonio Mugica, CEO da Smartmatic. Ainda segundo ele, a fraude foi detectada em razão do sistema eleitoral automatizado usado no país. O executivo se recusou a responder se tal manipulação poderia mudar o resultado final da eleição.
Opa! Quer dizer que as urnas eletrônicas não são invioláveis, e que é perfeitamente factível uma enorme manipulação dos resultados? E quem diz isso é o presidente da própria Smartmatic, “por acaso” a mesma empresa que fornece o sistema ao Brasil? Ou seja, quando a direita levantou suspeitas, após inúmeros indícios, de que pode ter havido fraude em nossas eleições, não era maluquice de reacionário paranoico, afinal de contas?
Leia a íntegra no blog de Rodrigo Constantino no site da Gazeta do Povo.
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