À espera do USDA, investidores seguem cautelosos e soja opera perto da estabilidade na CBOT

Ao longo do pregão desta quarta-feira (11), as cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) permanecem próximas da estabilidade. As principais posições da commodity testavam leves quedas, entre 0,50 e 1,00 pontos, por volta das 13h01 (horário de Brasília). O novembro/17 trabalhava a US$ 9,65 por bushel e o janeiro/18 operava a US$ 9,75 por bushel.
Mais uma vez, os investidores se preparam e aguardam as novas projeções do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será divulgado nesta quinta-feira (12). Cenário que faz com que o mercado não exiba oscilações mais expressivas.
Os investidores apostam em uma ligeira alta na produção de soja no país que pode subir de 120,6 milhões para 120,8 milhões de toneladas. Já os estoques finais americanos poderiam passar de 12,9 milhões para 12,3 milhões de toneladas.
Além do boletim do USDA, o mercado ainda observa o andamento da colheita nos EUA. Ainda ontem, o departamento reportou que a colheita já está completa em 36% da área cultivada nesta temporada, número abaixo das expectativas, de 38%. A média dos últimos anos é de 43%.
Alguns importantes estados como Indiana, Nebraska e Minnesota registram atraso nos trabalhos nos campos devido às chuvas. "As contínuas condições de campo encharcado atrasaram a colheita da soja, que ainda está abaixo da média dos últimos cinco anos", reportou o Agrimoney.com.
Por outro lado, a situação do plantio da nova safra no Brasil também segue no radar. O mercado observa, especialmente, a irregularidade das chuvas no Centro-Oeste.
Ainda hoje, o departamento americano reportou a venda de 396 mil toneladas de soja. Em torno de 264 mil toneladas foram adquiridas pela China e o restante, de 132 mil toneladas, por destinos desconhecidos. Ambos os volumes serão entregues na temporada 2017/18. Nesta terça-feira, o departamento informou a venda de 131 mil toneladas da oleaginosa para a China.
0 comentário
Soja recua em Chicago nesta 6ª feira com farelo caindo mais de 1% e demanda chinesa ainda no radar
Soja sente tombo de Chicago nos portos, mas dólar e demanda chinesa amortecem pressão no Brasil
Soja 26/27: chuva aperta janela no RS e exige precisão no plantio; especialista aponta estratégias para proteger produtividade
Soja despenca mais de 15 pontos em Chicago com pressão dos derivados; dólar limita impacto no Brasil
StoneX vê safra de soja 26/27 do Brasil em 183,36 mi t e menor exportação de milho em 25/26
Entrada da nova safra americana no mercado traz pressão sazonal sobre a soja de Chicago, mas clima do BR permanece no radar