Briga de gente grande pelo consumidor brasileiro de café
A disputa pelo consumidor brasileiro de café vai se consolidando entre três grandes torrefadoras: Grupo 3corações, Jacobs Douwe Egberts (JDE) e Melitta. Juntas, elas têm mais de 50% do mercado de café torrado e moído no Brasil.
Com tanto mercado, é inevitável que as três briguem pelos mesmos consumidores. A disputa ficou mais acirrada a partir de 2016. Foi quando o Grupo 3Corações comprou as marcas de café da Cia Iguaçu, populares na região Sul do país. No início de 2017, a JDE anunciou a compra das marcas de café da Cia Cacique, empresa que também possui forte presença no Sul. Com isso, as duas maiores torrefadoras do país ganharam musculatura numa região onde a Melitta tem forte presença.
A multinacional alemã respondeu pouco tempo depois adquirindo a marca Café Barão, de Piumhi, Minas Gerais. Posteriormente, anunciou que vai montar uma torrefação no município de Varginha, também em Minas Gerais. Com isso, a Melitta terá uma base estratégica no Sudeste do país para enfrentar suas rivais.
Em meio a essa disputa de gigantes, surge uma nova desafiante: a cooperativa Cooxupé. Ela conta com uma torrefação moderna no município de Guaxupé, Sul de Minas, e já é uma das dez maiores torrefadoras do país. A Cooxupé possui algumas vantagens importantes, como a infraestrutura logística para recebimento de milhões de sacas de café verde por ano, provenientes dos seus cooperados, e o fato de não depender diretamente da venda de café torrado e moído, já que o principal negócio da cooperativa é a comercialização do café verde. Com isso, ela pode oferecer seus produtos a preços bastante competitivos.
Análise publicada na seção Insights do Relatório v.6 n.09. Leia o relatório completo
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