Dia de correção para soja em Chicago após quedas exageradas com previsão de volta das chuva para Argentina. Clima segue incerto

Com chegada das festas de final de ano, mercado da soja tende a ficar de lado até o início do ano, trabalhando entre US$ 9,80 a US$ 10,00
Publicado em 13/12/2017 16:41

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Nesta quarta-feira (13), o mercado da soja teve um fechamento positivo, mas com uma pequena recuperação nas cotações na Bolsa de Chicago (CBOT).

Stefan Tomkiw, analista de mercado da Societé Générale, avalia que a sessão foi calma, com uma espécie de "ressaca" do relatório divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que não trouxe nenhuma surpresa para o mercado. A movimentação de hoje, segundo ele, foi mais técnica do que algo com base em fundamentos.

O mercado está em um período, entretanto, no qual existe a possibilidade de se adicionar riscos climáticos para as cotações. Isso se deve porque a demanda mundial cresce mais do que os estoques e uma quebra significativa no Brasil ou na Argentina poderia intensificar essa situação.

Para curto prazo, Tomkiw acredita em um mercado lateralizado, com o vencimento março/18 trabalhando entre US$9,80/bushel e US$10,10/bushel. O analista destaca ainda que o final de ano traz um menor número de negociações, tanto do lado da compra quanto da venda.

Os brasileiros sentiram uma alta mais expressiva quando o dólar alcançou R$3,30 e a CBOT também trabalhava acima dos US$10/bushel. Agora, os produtores "tiraram o pé" para aguardar um novo rally. No atual momento, como salienta Tomkiw, o câmbio não tem atuado como estímulo, mas, se voltar a ter um estresse, esse estímulo deve retornar.

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