Na CBOT, preços sobem pelo 2º dia seguido com o clima na Argentina e mar/18 chega a US$ 10/bu

Pelo segundo dia consecutivo, os futuros da soja subiram na Bolsa de Chicago (CBOT). No pregão desta terça-feira (30), as principais posições da commodity exibiram ganhos entre 8,00 e 8,75 pontos. O março/18 era cotado a US$ 10,00 por bushel e o maio/18 trabalhava a US$ 10,11 por bushel.
"A soja e o milho também avançaram em compras técnicas e cobertura de posições em meio às preocupações de que o mau tempo na América do Sul poderia reduzir a produção nos principais exportadores, Argentina e Brasil", reportou a agência Reuters internacional.
No caso da Argentina, as preocupações são decorrentes do clima mais seco e o impacto nas lavouras de soja. "E as precipitações deverão continuar abaixo da normalidade e temperaturas acima da média no país e no Sul do Brasil", conforme destacou o meteorologista da Radiant Solutions, Kyle Tapley, em uma nota aos clientes.
As previsões climáticas indicam a continuidade do tempo seco nas principais áreas de produção na Argentina. As chuvas previstas não deverão ultrapassar os 20 mm acumulados, segundo destacam os modelos climáticos.
Em contrapartida, os participantes do mercado também permanecem atentos ao comportamento do clima no Brasil. "A chuva recente em algumas áreas do país retardou a colheita da soja e pode ainda atrasar o cultivo do milho safrinha", informou a Reuters.
No maior estado produtor de soja no Brasil, o Mato Grosso, a colheita está completa em 12,35% da área cultivada nesta temporada, segundo levantamento do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). Em igual período do ano anterior, o índice estava e, 16,25%.
Já no Paraná, o Deral (Departamento de Economia Rural) atualizou as informações sobre a safra, mas ainda não há dados sobre o andamento da colheita. No mesmo período do ano passado, a colheita já estava completa em 2% da área plantada.
Além disso, outro fator que também está no radar do investidores é o comportamento do dólar americano. "Há um otimismo no mercado para exportações mais fortes diante da fraqueza contínua do dólar nos EUA", informou analista de commodities dos EUA, Jason Roose, ao Agriculture.com.
Mercado interno
O dia foi de ligeiras movimentações aos preços da soja negociados no mercado doméstico. Conforme levantamento do economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, o preço subiu 2,54%, no Oeste da Bahia, com a saca da oleaginosa a R$ 60,50. No Porto de Paranaguá, o preço disponível subiu 2,11%, com a saca a R$ 72,50.
No Porto de Rio Grande, o valor disponível subiu 1,68%, com a saca a R$ 72,50. O futuro, para entrega em maio/18, registrou alta de 1,10%, com a saca a R$ 73,80. Em Campo Novo do Parecis (MT), a valorização foi de 0,90%, com a saca a R$ 56,00.
O foco dos investidores está no andamento da colheita no Brasil. Porém, ainda assim, os analistas reforçam que nesse momento, há mais especulação do que negócios realizados.
Dólar
A moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 3,1487 na venda, com ganho de 0,42%. Ainda conforme informações da Reuters, o câmbio acompanhou a trajetória da moeda no exterior.
Confira como fecharam os preços nesta terça-feira:
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