Dólar termina com leve baixa ante real com exterior mais calmo

Por Claudia Violante
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou a segunda-feira com leve baixa, após alívio do movimento de aversão ao risco externo decorrente da ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de taxar importações de aço e alumínio, o que pode gerar uma guerra comercial global.
O dólar recuou 0,08 por cento, a 3,2481 reais na venda, depois de encerrar o pregão passado com leve baixa de 0,13 por cento. Na máxima da sessão, a moeda foi a 3,2645 reais e, na mínima, 3,2457 reais. O dólar futuro tinha recuo de cerca de 0,15 por cento.
"O ambiente no exterior registrou alguma melhora; e o petróleo, dentre as commodities, é um dos destaques positivos", comentou a corretora Guide em comentário.
No exterior, o dólar diminuiu a alta ante a cesta e passou a cair contra algumas moedas emergentes, como o peso chileno, o rand sul-africano e o rublo. As bolsas norte-americanas, que abriram em baixa, anularam o movimento e passaram a subir, enquanto os preços do petróleo subiam entre 1,6 e 2 por cento.
Na semana passada, Trump anunciou que aplicaria tarifas de 25 por cento sobre as importações de aço e de 10 por cento sobre o alumínio, o que gerou onda de protestos ao redor do globo.
Nesta manhã, via Twitter, o presidente norte-americano aparentemente sugeriu que Canadá e México poderão ser isentos das planejadas tarifas se assinarem novo acordo comercial do Tratado Norte-americano de Livre Comércio (NAFTA, na sigla em inglês) e tomarem outras medidas.
Já o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a União Europeia deve agir com urgência na Organização Mundial do Comércio (OMC) se os Estados Unidos seguirem em frente com a imposição das tarifas de aço e alumínio.
O euro se estabilizou com leve alta ante o dólar. Mais cedo, recuava com as eleições inconclusivas na Itália, o que trouxe incertezas aos investidores.
A Itália enfrentará um período prolongado de instabilidade política, depois que a eleição de domingo gerou um Parlamento sem maioria e mostrou que uma quantidade recorde de eleitores esnobou partidos tradicionais, preferindo siglas anti-establishment e de extrema-direita.
O Banco Central brasileiro não anunciou intervenção para o mercado cambial nesta segunda-feira. Em abril, vencem 9,029 bilhões de dólares em swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro.
(Edição de Iuri Dantas)
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