Petróleo e ouro devem estender ganhos após ataques à Síria

Por Jan Harvey e Sujata Rao
LONDRES (Reuters) - Ouro e petróleo devem estender seus ganhos na segunda-feira, embora modestamente, quando os mercados abrirem pela primeira vez desde que as potências ocidentais lançaram um ataque de mísseis contra a Síria, mas é improvável que o mercado acionário sofra grandes perdas a menos que o Ocidente volte a atacar ou a Rússia retalie.
"O fluxo de notícias é realmente melhor do que parecia durante a semana passada, já que o ataque foi cirúrgico... Os relatórios mostram que houve muito cuidado para não se atingir alvos russos, o que é um bom sinal, e o mercado deve se animar com isso", disse Salman Ahmed, estrategista-chefe de investimentos da Lombard Odier, gestora de investimentos em Londres.
O ouro se beneficiou nos últimos dias como um ativo seguro em meio a uma disputa comercial entre os EUA e a China e ao crescente conflito na Síria, que também elevou o petróleo acima de 70 dólares por barril, devido a preocupações quanto a tensões no Oriente Médio.
Apesar dos elevados riscos geopolíticos, o impacto nos ativos considerados seguros tem sido de curta duração e modesto.
No sábado, ataques com mísseis americanos, franceses e britânicos atingiram o centro do programa de armas químicas da Síria em retaliação a um suspeito ataque com gás venenoso há uma semana, embora o ataque pareça não deter o progresso do presidente sírio Bashar al-Assad nos sete anos de guerra civil.
O ataque, denunciado por Damasco e seus aliados como um ato ilegal de agressão, foi a maior intervenção dos países ocidentais contra Assad e seu poderoso aliado, a Rússia.
Mas os três países afirmam que os ataques não tinham como objetivo derrubar Assad ou intervir na guerra civil.
(Por Vidya Ranganathan, Sujata Rao, Jan Harvey e Dmitry Zhdannikov; reportagem adicional de Jessica Resnick-Ault)
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