Soja: Mercado segue do lado positivo em Chicago nesta 3ª atento à nova safra dos EUA

Segue a alta dos preços da soja na Bolsa de Chicago no pregão desta terça-feira (7). A redução maior do que o esperado do índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) deu espaço e força para os novos ganhos.
Assim, perto de 13h (horário de Brasília), os futuros da commodity subiam entre 8,75 e 9,50 pontos, com o novembro/18, atual referência para o mercado, com US$ 9,02 por bushel. O janeiro/19 já trabalhava com US$ 9,13.
O departamento norte-americano trouxe o índice de campos em bom estado nos EUA de 70% para 67%, o que o deixou abaixo do esperado pelo mercado e estimulando os ganhos desta terça, uma vez que os números foram reportados após o fechamento do pregão anterior.
São ainda 23% das lavouras em situação regular e 10% delas em condições ruins ou muito ruins.
Entretanto, para Steve Cachia, diretor da Cerealpar e consultor do Kordin Grain Terminal, de Malta, os ganhos poderiam ser pontuais.
"A alta parece ser limitada, com traders provavelmente se protegendo contra a possibilidade de um novo relatório do USDA (mensal de oferta e demanda) na sexta-feira, e de comentários de que a China pode importar até 10 milhões de toneladas a menos em 2018", diz.
Os temores da guerra comercial, afinal, continuam a rondar os traders e, consequentemente, o andamento das cotações na CBOT.
"A especulação vê resultados negativos se intensificando da retórica política dos EUA e China", como explicam os analistas da AgResource Mercosul (ARC). " A ARC lembra que os resultados da Guerra Comercial para a soja estadunidense não podem ficar muito pior que o atual cenário. Ficaríamos surpresos se nenhuma tentativa de reabertura das negociações entre os países envolvidos fosse presente até meados de setembro", completa a consultoria internacional.
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