Depois de atingir menor preço dos últimos 10 anos, soja em Chicago tem dia de recuperação, mas sem reversão de tendência

No Brasil, prêmios seguem fortes diante de uma oferta que já está bastante escassa
Publicado em 19/09/2018 17:37
Steve Cachia - Diretor Cerealpar (Brasil) e Consultor Kordin Grain Terminal (Malta)

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Entrevista com Steve Cachia sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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Nesta quarta-feira (19), o mercado da soja teve até dois dígitos de alta nos principais vencimentos da Bolsa de Chicago (CBOT), alterando o movimento de queda que se sucedeu na sessão de ontem.

Para Steve Cachia, diretor da Cerealpar e consultor do Kordin Grain Terminal, este movimento reflete um entendimento do mercado de que a queda foi exagerada, de forma que houve uma recuperação técnica para o dia de hoje.

Os Estados Unidos também devem ter uma pressão sazonal em função da maior disponibilidade de produto. Outros compradores devem aparecer para que o país norte-americano possa firmar suas contas.

Esse movimento, entretanto, não sinaliza uma nova tendência para os preços, já que não há nenhum fator fundamental que justifique essa alta no mercado.

Hoje, o preço do petróleo próximo a US$80 ocasionou em uma alta que ajudou o milho e a soja, tornando o consumo e a demanda mais viáveis do ponto de vista econômicos. Também há notícias de que a área de soja dos Estados Unidos poderia cair em 8% e a área de milho aumentar em 4% em decorrência dos desdobramentos da guerra comercial com a China.

Para Cachia, deve haver um momento no qual algum tipo de acordo deverá ser feito a respeito da taxação da soja norte-americana. Os chineses também estão perdendo com a sobretaxa, mas a expectativa é de que, em um determinado momento, um meio de campo terá de ser encontrado.

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