Soja fecha com leve baixa em Chicago, enquanto preços têm 2ª feira volátil no Brasil

Os preços da soja fecharam o dia no vermelho na Bolsa de Chicago. Na sessão desta seguinda-feira (12), as cotações trabalharam em campo negativo, mas sempre com tímidas baixas nos principais vencimentos. O novembro segue lutando para manter os US$ 8,70 por bushel, enquanto o maio/19 ainda opera na casa dos US$ 9,10.
"O mercado de grãos se viu em mais um dia sem novidades, pelo menos parte do USDA", disse o analista do portal internacional Farm Futures, Bryce Knorr. Além disso, nesta segunda se comemorou nos EUA o Dia do Veterano e alguns serviços ficaram fechados nos EUA, o que também limitou o movimento e o volume de negócios neste início de semana no cenário internacional.
Entre eles, os dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) dos embarques semanais foram adiados para esta terça-feira (13), o que deixou o mercado ainda mais sem referência.
Os traders permanecem divididos entre as expectativas sobre as reuniões entre China e Estados Unidos durante o próximo encontro do G20 que acontece na Argentina, a conclusão da colheita nos EUA e o avanço do plantio na América do Sul.
Segundo explicam analistas da ARC Mercosul, o governo americano tem buscado trabalhar na estruturação de um possível acordo com a nação asiática.
"O Mercado não espera que uma resolução concreta seja presente no curto-prazo, ou até mesmo no encontro presidencial programado para o fim do mês na Argentina. No entanto, será um fator de sustento especulativo caso novas reuniões para tratar deste assunto possam ser agendada no começo de 2019", explica a consultoria.
Além disso, ainda de acordo com a ARC, Trump não gostaria de arrastar isso até 2020, "para que o tema não se torne parte de sua campanha política para a tentativa de reeleição".
No paralelo, o mercado ainda sente também a pressão dos últimos números do USDA divulgados na última semana, em seu reporte mensal de oferta e demanda que trouxe uma baixa forte nas exportações americanas, ao passo em que aumentou consideravelmente os estoques finais norte-americanos para mais de 25 milhões de toneladas.
Mercado Nacional
No Brasil, os preços tiveram altas e baixas nesta segunda-feira no mercao disponível, no interior do país, e nos portos. Apesar da estabilidade de Chicago, o dólar, nesta primeira sessão da semana, subiu 0,55% para fechar com R$ 3,7567.
Como explicou a agência de notícias Reuters, "o feriado do Dia do Veterano nos Estados Unidos encolheu a liquidez local, com muitos investidores fora do mercado mesmo com as bolsas norte-americanas funcionando nesta sessão".
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E assim, enquanto algumas praças marcaram altas de até 6,15% para R$ 69,00, como Tangará da Serra/MT, e 4,62% em Campo Novo do Parecis/MT, para R$ 68,00, São Gabriel do Oeste/MS e o Oeste da Bahia, por exemplo perderam, respectivamente, 2,78% e 3,08% para R$ 70,00 e R$ 63,00 por saca.
Em Paranaguá, os preços subiram. O spot fechou com com R$ 85,00 por saca e alta de 1,19%, enquanto a safra nova teve alçta de 2,63% para R$ 78,00. No terminal de Rio Grande, por outro lado, baixa de 1,70% no disponível, para R$ 86,50, enquanto o dezembro perdeu 1,69% para R$ 87,50.
"O mercado da soja no Brasil nesta nova semana tende a ser de mais calmaria, porque os produtores estarão correndo para fechar o plantio em boa parte do país e menos interessados em negociar. Mesmo que tenhamos algum ajuste positivo, seguiremos com poucas ofertas, porque parte da soja existente está sendo deixada para negociar a frente e por valores maiores do que os atuais e tem parte que vai ser deixada para janeiro para rolar o faturamento para o novo ano fiscal", explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.
Além disso, ainda segundo o executivo, na safra nova, os negócios deverão apresentar melhor ritmo na medida em que Chicago apresentar alguns ganhos mais consistentes, melhorando os patamares em dólares. "Mas, a comercialização ainda seguirá com o obstáculo do tabelamento dos fretes e os negócios, se houver, devem ser vinculados a transporte próprio e sem riscos jurídicos para compradores e vendedores", diz o consultor.
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