Pastos alagados empurram preços dos bois na entressafra gaúcha, mas produtores não conseguem movimentar e vender

No estado do Rio Grande do Sul, as referências para o boi gordo aumentaram devido às pastagens alagadas durante a entressafra gaúcha. No entanto, os produtores rurais não estão conseguindo deslocar o rebanho até os frigoríficos e muitos animais já estão perdendo peso.
De acordo com o pecuarista da região de Bagé/RS, Paulo Antônio Costa, o mês de janeiro já registrou mais de 500 mm de precipitações que acabou comprometendo as estradas, lavouras e a pecuária. “Em trinta anos de atividade, não tínhamos visto tantas chuvas como estamos observando neste verão”, afirma.
A localidade não está com problemas com as áreas de pastagens alagadas, mas a alimentação do rebanho está sendo prejudicada. “Os animais estão sofrendo muito e os frigoríficos não estão conseguindo compor as escalas de abate no momento”, comenta.
Atualmente, as referências para os novilhos estão próximas de R$ 5,60/kg e os novilhos mais jovens e bem acabados estão em torno de R$ 12,00/kg. “Neste momento, nós estamos com preços muito bons e não sabemos até quando os valores vão permanecer nos patamares atuais”, destaca.
Em relação à rentabilidade, o pecuarista salienta que as margens por cabeça estão muito pequenas. “Os lucros estão por volta de R$ 300,00 por cabeça, mas vai depender de alimentação e os custos de produção subiram assustadoramente”, relata.
0 comentário
Abates caem em setembro e reforçam sustentação da arroba; reposição exige atenção
Depois de confirmar os US$70/@, próximo alvo são os US$80/@ que deve acontecer em breve, projeta Carlito Guimarães
Arroba de R$400 e bezerro de R$4000 são os novos alvos de preços para os próximos meses na pecuária
Boi/Cepea: Setembro é marcado por altas nas cotações
Arroba tem trajetória de alta até o final de ano com exportações crescentes, mercado interno sustentado e oferta reduzida de animais