Soja se desvaloriza em Chicago nessa terça em meio a incertezas sobre fim da guerra comercial

Os preços futuros da soja registraram quedas na Bolsa de Chicago (CBOT) nessa terça-feira (05). As principais cotações apresentaram desvalorizações entre 2 e 2,25 pontos negativos. O vencimento março/19 era cotado a US$ 9,01, o maio/19 valia US$ 9,13 e o julho/19 era negociado por US$ 9,27.
Para analistas da AgroInvest, a ausência de novos detalhes sobre o documento que estaria sendo redigido de um possível acordo entre Estados Unidos e China e a ausência de compras por parte do país asiático foram os responsáveis por derrubarem as cotações da soja.
Na semana passada, o secretário do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), Sonny Perdue, disse que a China teria se comprometido em comprar 10 milhões de toneladas de soja. Para embarque curto, a ausência de compras pressiona o contrato maio, que testa média móvel de 50 dias (908,75).
De acordo com informações divulgadas pela Agência Reuters, os futuros de soja foram as commodities mais fracas no complexo de grãos nesta terça-feira, justamente por essa incerteza continuando nas atuais negociações comerciais entre EUA e China, e questões ficaram sem resposta sobre quando o mercado chinês será reaberto para a soja norte-americana.
“Para a soja, é preciso haver um pouco de notícias comerciais positivas para ver qualquer movimento”, disse Ted Seifried, estrategista-chefe de mercado do Grupo Zaner.
O ministro do Comércio da China disse que as negociações comerciais com os Estados Unidos têm sido difíceis, mas as equipes de trabalho dos dois países continuam as negociações. Os mercados foram previamente apoiados por relatórios no domingo dizendo que os Estados Unidos e a China pareciam próximos de um acordo.
Mas a incerteza retorno nessa terça-feira. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitará um acordo comercial entre EUA e China que não seja perfeito.
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