Somente acordo concreto China x EUA pode mudar trajetória da soja em Chicago
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Entrevista com Camilo Motter - Granoeste Corretora de Cereais sobre o Fechamento de Mercado da Soja
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Nesta terça-feira (02), o mercado da soja voltou a fechar em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), com ganhos de mais de quatro pontos nos principais contratos.
Camilo Motter, analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais, visualiza que o movimento é uma sequência da alta de ontem, mas que o mercado segue influenciado pelas negociações entre China e Estados Unidos que, na sua análise, "não são fáceis".
Ele lembra que essas negociações também envolvem toda uma questão industrial e que o conteúdo agrícola é apenas uma parte dela. Contudo, ele visualiza que há algum progresso na questão da parte comercial e tecnológica. Como a China sairia perdedora com um acordo, os próximos passos podem incluir a liberação de cotas para importação dos Estados Unidos sem tarifa para a soja.
Motter ainda aponta que não vê possibilidade de um acordo real e concreto que contemple a soja ainda nesse semestre. Por sua vez, existe muita soja represada em solo norte-americano.
O Brasil, diante dessa situação, não deve ser alvo de uma demanda tão acentuada que possa fazer com que haja disputa entre exportação e demanda interna. Uma escassez da soja brasileira apenas se faria presente em caso de deterioração das negociações entre China e Estados Unidos.
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