Indefinições climáticas nos EUA forçam maior alta em quase um ano para cotações do milho em Chicago

A segunda-feira (20) chegou ao final com valorizações para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram altas entre 5,75 e 6,50 pontos positivos.
O vencimento julho/19 foi cotado à US$ 3,89, o setembro/19 valia US$ 3,96 e o dezembro/19 foi negociado por US$ 4,04.
Segundo análise de Ben Potter da Farm Futures, os preços do milho subiram mais de 1% hoje em relação à cobertura de curto prazo, provocada por preocupações com atrasos de plantio. O mercado fechou este dia aguardando o relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sobre o andamento da semeadura americana.
“Os analistas esperam que o USDA informe o progresso do plantio de milho em 2019, atingindo 50% em 19 de maio, o que está muito aquém da média de cinco anos de 80%. As estimativas comerciais variaram entre 42% e 61%”, pontua Potter.
A Agência Reuters aponta que os futuros do milho atingiram seu nível mais alto em quase um ano, já que o clima chuvoso no meio-oeste e os alagados provocaram preocupações quanto a plantios reduzidos e menor produtividade da safra.
“As chuvas reduziram o plantio de milho e soja, especialmente no cinturão ocidental do milho. O tempo úmido deve continuar no oeste do Centro-Oeste e nas planícies esta semana. Muito pouco progresso de plantio é esperado no cinturão ocidental do milho nesta semana”, disse Kyle Tapley, meteorologista da Radiant Solutions
Ainda nessa segunda-feira, os embarques semanais norte-americanos somaram 820,916 mil toneladas, contra projeções de 600 mil a 1 milhão de toneladas. No acumulado do ano comercial, o total já chega a 37.454,213 milhões de toneladas, enquanto no anterior, nesta época, eram pouco mais de 36 milhões.
Confira mais informações sobre os embarque americanos:
>> USDA traz embarques semanais de soja e grãos dentro do esperado
Mercado Interno:
Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as únicas praças que apresentaram desvalorização foram Oeste da Bahia (1,75% e preço de R$ 28,00), Tangará da Serra/MT (4% e preço de R$ 24,00) e Campo Novo do Parecis/MT (4,35% e preço de R$ 22,00).
As valorizações foram percebidas em Campinas/SP (1,38% e preço de R$ 35,95), Assis/SP (1,75% e preço de R$ 29,00), Pato Branco/PR (1,87% e preço de R$ 27,20), Ubiratã/PR e Londrina/PR (1,96% e preço de R$ 26,00), Cascavel/PR (2% e preço de R$ 25,50), Castro/PR (3,03% e preço de R$ 34,00), Dourados/MS (3,45% e preço de R$ 30,00) e São Gabriel do Oeste/MS (4,55% e preço de R$ 23,00).
Para a XP Investimentos, localmente, o volume comercializado é pequeno e, assim, agentes direcionam suas atenções ao mercado externo e suas externalidades. Lá fora, o mercado segue atento aos números de evolução de plantio dos EUA, Guerra Comercial Brasil x EUA e as movimentações das moedas.
“Quanto a primeira, o atraso na fase inicial que vem sendo observado vem resultando em altas significativas em Chicago nos últimos dias. Nos portos brasileiros, tradings seguem trabalhando para equalizar a alta volatilidade de Chicago e cambial via prêmios. A demanda no porto, porém, segue caminhando a passos curtos”, dizem os analistas.
Confira como ficaram as cotações nessa segunda-feira:
>> MILHO
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