TEC do trigo precisa de definição. 750 mil toneladas compradas fora do Mercosul não precisariam pagar taxa de 10%
Podcast
Tarifa de Importação do Trigo - Marcelo De Baco - Corretor de Mercado De Baco Corretora de Mercadorias
Download
A Tarifa Externa Comum para o trigo ainda precisa ser definida, tendo em vista que aproximadamente 750 mil toneladas poderiam ser compradas fora do Mercosul e não precisariam pagar taxa de 10%.
Segundo o Corretor de Mercado De Baco Corretora de Mercadorias, Marcelo De Baco, a expectativa é que o Brasil deve colher próximo de seis milhões de toneladas nesta safra. “A participação do Rio Grande do Sul deve ser de 2,2 milhões de toneladas e se o clima continuar favorável vão ter uma boa colheita”, destaca.
Mesmo a produção ficando nestes patamares não tira a necessidade que o Brasil tem de importar trigo para abastecer o mercado interno. “Existe uma concentração de trigo nos estados do sul, mas tem um superávit que precisaria exportar ou comercializar para as regiões que não tem produção”, afirma.
Atualmente, as referências para o trigo estão ao redor de R$ 800,00 a tonelada para o comprador e R$ 850,00 a tonelada para o vendedor. No caso da safra nova, as cotações estão em torno de R$ 650,00 a tonelada para o vendedor e R$ 600,00 a tonelada para o comprador.
Com relação aos estoques, o consultor de salienta que a oferta de da safra velha com a entrada da safra nova pode emendar. “Isso tem duas motivações, sendo que a temporada foi um pouco maior do que se esperava e o Rio Grande do Sul perdeu competitividade de farinha em alguns estados da união que participava”, comenta.
Os moinhos anteciparam as compras por receio de uma possível perda de qualidade ou diminuição dos estoques. “Com isso, alguns moinhos vão ficar fora do mercado até a entrada da nova safra que deve entrar no mercado a partir do segundo semestre”, aponta.
0 comentário
"Não falta grão, falta fazê-lo chegar”: logística global acende alerta e expõe fragilidade no abastecimento dos grãos
Plantio do arroz chega a 15,5% e mais que dobra ritmo de 2025; chuvas interrompem avanço no RS
Chuva chegou tarde demais para ajudar nas safras de verão da UE, diz Mars
Feijão/Cepea: Feijão-preto lidera altas; carioca também se valoriza
Com oferta menor do que a demanda, preços do feijão sobem e se consolidam na faixa dos R$ 300, patamar recorde para setembro
SindArroz-SC aponta prioridades para o próximo governo e defende previsibilidade e redução de custos na cadeia produtiva de arroz